21:51 15 Outubro 2021
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou na China e foi recebido por crianças acenando bandeiras chinesas e americanas.

    A visita foi vista como uma "mistura altamente coreografada de artesanato" de acordo com a NPR, mas nem todos ficaram conformados com as aparências.

    Para a autora do livro "The US vs China: New Cold War in Asia" (Os EUA vs China: A nova Guerra Fria na Ásia), Jude Woodward, a China demonstra querer estabilidade e calma" nas suas relações com os EUA. A questão aqui está com o presidente americano.

    Falando para a Rádio Sputnik a autor analisa que "Trump não consegue decidir se ele está interessado em um relacionamento estabelecido e estável com a China ou se quer aquecer as coisas ".

    Woodward não está sozinha em sua opinião.

    "Eu acho que a abordagem da Trump com a China tem sido difícil de discernir", disse o analista político, Ajit Singh à Sputnik. "Quando foi eleito, ele aceitou um telefonema da líder de Taiwan, um tipo de ato agressivo insultante em relação à China".

    Uma bandeira dos EUA flutua em frente a um retrato do ex-presidente chinês, Mao Tsé-Tung, no portão da Praça da Paz Celestial durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump a Pequim, 8 de novembro de 2017.
    © REUTERS / Damir Sagolj
    Uma bandeira dos EUA flutua em frente a um retrato do ex-presidente chinês, Mao Tsé-Tung, no portão da Praça da Paz Celestial durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump a Pequim, 8 de novembro de 2017.

    E então há a questão da Coreia do Norte, que desempenha um papel importante na forma como Washington e Pequim trabalham juntos. Trump, que apenas na terça-feira disse que ainda havia uma chance de "fazer um acordo" com a Coreia do Norte, deu uma guinada no discurso perante a Assembleia Sul-coreana "demonizando a Coreia do Norte", recorda o analista.

    Apesar do apaixonado apelo de Trump para as armas, Singh diz que não há muita chance de que a China concorde em cortar todos os laços com o Pyongyang.

    "Eu acho que a China vai manter uma firmeza na ideia de que, enquanto se opõe aos desenvolvimentos de armas nucleares que a Coreia do Norte está buscando, não quer demonizar o país da mesma maneira", afirma.

    Para Singh, não há chances de que Pequim esteja disposta a "se engajar em sanções excessivamente brutais ou ameaçadoras para o sustento [dos norte-coreanos] apenas porque os Estados Unidos exigem isso".

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    Tags:
    Washington, China, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Pequim, Pyongyang, Estados Unidos, Jude Woodward, Ajit Singh, NPR, Rádio Sputnik, The US vs China: New Cold War in Asia
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