23:15 25 Janeiro 2021
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    Os desenvolvedores da próxima geração de tanques norte-americanos se focam em equipar os veículos blindados com sistemas de condução inteligente, sensores e algoritmos capazes de detectar ameaças à distância.

    O Exército norte-americano planeja apresentar os novos carros de combate até 2035 para substituir o veículo Bradley Infantry Fighting e o tanque Abrams. Há poucos sistemas que podem ser adicionados aos modelos antigos antes de atingir o ponto de rendimento decrescente, disse o major-general Eric Wesley em 2016.

    "Temos que pensar mais globalmente", disse Wesley nesse ano, falando sobre "equipas tripuladas e não tripuladas", ou robôs e pessoas que colaboram no veículo armado.

    Um dos meios para alcançar isso é com a ajuda de "um tipo de condução auxiliada", disse na segunda-feira (23) à publicação C4ISRNET o diretor da prototipagem dos veículos armados para o Exército norte-americano, Chris Ostroksi. "Por exemplo, se você tiver alguns dados prévios, estes podem ajudar a escolher uma rota melhor", disse.  "Não queremos alinhar os nossos veículos de combate em colunas, mas queremos que eles sejam capazes de ajudar na direção".

    Para além de dar ao computador do veículo uma visão do exterior, os sensores de ponta vão dar aos operadores do tanque um nível adicional de proteção ao minimizar a sua exposição no campo de combate. Com os tanques Abrams e Bradley, "o comandante e o condutor têm as suas cabeças fora da escotilha usando os seus próprios sentidos para realizar as manobras de combate", Gene Klager, pesquisador do exército dos EUA disse à C4ISRNET, notando que "os soldados são vulneráveis aos atiradores e [dispositivos explosivos improvisados], e há desafios em como ver tudo em redor do veículo".

    O veículo precisa de ser capaz de ver os alvos no terreno, tal como no ar, dizem os pesquisadores, para lidar com os perigos tais como "helicópteros e drones pequenos".

    Os sensores vão ajudar a garantir às tropas no tanque a visão do que se passa na parte exterior e dobrar o sistema de deteção de fogo hostil, o que possibilita ao tanque aniquilar as ameaças. Claro que há algumas questões a resolver, como a de dar ao veículo a possibilidade de atirar: "Vocês podem ter um algoritmo para detectar tudo, mas haveria a tendência de detectar coisas que não precisam ser detectadas", notou Klager.

    Por exemplo, o sensor pode ter dificuldade em diferenciar se um flash de luz à distância de 200 metros é um reflexo do Sol ou o inimigo atirando no tanque. Levando em conta os perigos de atirar nos alvos que de fato não são alvos, o serviço diz que é necessário ter um nível de alertas falsos muito baixo para o sucesso do sistema de deteção de fogo como um sistema plenamente automatizado.

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    Tags:
    drones, combate, veículo blindado, tanque, exército, EUA
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