03:45 20 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    51412
    Nos siga no

    À medida que a Coreia do Norte, Índia, China e outros expandem seus arsenais nucleares, o vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA está tentando fazer com que os EUA construam dissuasores nucleares de pequeno rendimento.

    Falando quinta-feira em Washington em um evento do Instituto Mitchell, o general da Força Aérea dos EUA, Paul J. Selva, disse que "se tudo o que você tem é armas de alto rendimento para responder a um ataque de baixo rendimento, ainda é um ataque nuclear".

    Se os EUA fossem alvo de um ataque nuclear limitado ou direcionado", responder com uma arma convencional provavelmente não terá o tipo de valor dissuasivo.

    Até junho, a China tinha testado mísseis Dongfeng de médio alcance capazes de atingir bases estratégicas norte-americanas e japonesas, informou a Sputnik. A China "continua a ter o programa de mísseis balísticos mais ativo e diversificado no mundo", informou o Centro Nacional de Inteligência Atmosférica e Espacial, acrescentando que Moscou espera "manter a maior força de mísseis balísticos estratégicos fora dos Estados Unidos".

    O professor da Universidade de Stanford, Siegfried Hecker, estima que existem cerca de 25 ogivas nucleares no arsenal da Coreia do Norte e que as forças armadas de Pyongyang podem produzir entre seis e sete nukes por ano. A Índia tem entre 120 e 130 armas nucleares, mas especialistas sugerem que a nação asiática tem plutônio suficiente para uma força nuclear de 150 a 200 armas.

    Em dezembro do ano passado, o Conselho de Ciências da Defesa do Departamento de Defesa dos EUA (DSB) publicou um relatório sobre as prioridades para o governo. Entre os temas de interesse e foco para o conselho estavam as armas de baixo rendimento.

    O DSB incluiu várias recomendações em seu relatório, algumas das quais suscitam preocupação com a segurança dos EUA, de acordo com críticos que discordam do desenvolvimento de uma ogiva nuclear de pequena ou variável produção. O Conselho encorajou a próxima administração presidencial a "fornecer muitas outras opções" para reduzir a proliferação nuclear, incluindo uma "empresa nuclear mais flexível que poderia produzir, se necessário, uma opção adaptada rápida se as opções não-nucleares ou nucleares existentes se revelarem insuficientes". A única possibilidade estipulada no relatório é desenvolver armas de baixo rendimento

    A senadora da Califórnia, Dianne Feinstein, expressou sua oposição ao desenvolvimento de mais opções nucleares no arsenal dos EUA em entrevista ao Roll Call no início deste ano, observando que "a proposta de desenvolver armas nucleares de baixo rendimento é apenas o primeiro passo para as construí-las" observando que ela continuaria a combater "esforços imprudentes com todas as ferramentas à disposição".

    Mais:

    'EUA são incapazes de repelir um ataque nuclear da Coreia do Norte'
    EUA podem estar sob ameaça de catástrofe nuclear
    EUA querem aumentar despesas com segurança nuclear
    Carl Vinson nuclear está a caminho: Seul se junta aos EUA na realização de treinos navais
    Tags:
    Centro Nacional de Inteligência Atmosférica e Espacial, Força Área dos EUA, Sputnik, DSB, Conselho de Ciências da Defesa do Departamento de Defesa dos EUA, Instituto Mitchell, Siegfried S. Hecker, Paul J. Selva, Moscou, Índia, Japão, Pyongyang, Coreia do Norte, China, Califórnia, Estados Unidos, Washington
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar