21:22 06 Abril 2020
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    Um novo estudo produzido por cientistas dos Estados Unidos apontam que a Lua possui muito mais água do que se imaginava, o que pode, a longo prazo, permitir o avanço de planos da humanidade viver de fato no satélite mais próximo da Terra.

    Com base em dados de satélite, pesquisadores da Universidade Brown descobriram que existem numerosos depósitos vulcânicos distribuídos na superfície da Lua, os quais contêm quantidades altas de água em seu interior.

    A origem de tal quantidade de água viria das gotas geradas por explosões de magma no interior do satélite.

    Por anos acreditou-se que a água na Lua teria se esgotado, algo que começou a mudar em 2008, quando uma equipe de pesquisa, que incluía o geólogo da Universidade Brown, Alberto Saal, detectou vestígios de água em algumas amostras trazidas de volta à Terra pelas missões Apollo 15 e 17.

    "A questão-chave é se essas amostras do [programa] Apollo representam as condições do interior lunar ou, em vez disso, representam regiões incomuns ou talvez anômalas ricas em água dentro de um manto 'seco'", disse Ralph Milliken, principal autor da nova pesquisa e professor associado no Departamento de Ciências da Terra, Ambiental e Planetária da Universidade Brown.

    "Ao analisar os dados orbitais, podemos examinar os grandes depósitos piroclásticos na Lua que nunca foram amostrados pelas missões Apollo ou Luna. O fato de que quase todos eles exibem assinaturas de água, o que sugere que as amostras de Apollo não são anômalas, por isso pode ser que o interior em massa da Lua esteja molhado", completou.

    A descoberta também gerou novas dúvidas quanto à origem da Lua. Os cientistas pensavam que a Lua teria se formado a partir de detritos deixados para trás, depois que um objeto do tamanho de Marte atingiu a Terra nos primórdios do Sistema Solar.

    Uma das razões pelas quais os cientistas assumiram que o interior da Lua deveria estar seco é que parecia improvável que qualquer hidrogênio necessário para formar água poderia ter sobrevivido ao calor desse impacto.

    "A crescente evidência de água dentro da Lua sugere que a água de alguma forma sobreviveu, ou que foi trazida logo após o impacto por asteróides ou cometas antes da Lua se solidificar completamente", explicou Shuai Li, pesquisador com pós-doutorado pela Universidade do Havaí e recente Ph.D. graduado na Universidade Brown. "A origem exata da água no interior lunar ainda é uma grande questão".

    Os resultados dessa pesquisa foram publicados pela revista Nature Geoscience.

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    Tags:
    ciência, tecnologia, Via Láctea, base lunar, água, NASA, Universidade Brown, Shuai Li, Ralph Milliken, Alberto Saal, Espaço, Lua
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