22:06 20 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    Logo da Odebrecht em obras em Caracas, Venezuela

    Promotoria do Equador fecha acordo com Odebrecht para obter provas de corrupção no país

    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
    Américas
    URL curta
    0 30

    A promotoria do Equador chegou a um acordo com a Odebrecht para obter provas e documentos que permitem encontrar os envolvidos na rede de subornos que construtora brasileira construiu no país e, até agora, deixou seis pessoas presas.

    "A promotoria assinou um acordo de cooperação com a empresa Odebrecht e executivos e ex-executivos da companhia", afirmou o Procurador-Geral Carlos Baca Mancheno à repórteres após retornar do Brasil nesta sexta-feira (9).

    O procurador afirmou que o convênio entrou em "plena vigência" no dia 8 de junho e é exclusivamente de material penal. O objetivo é permitir o órgão governamental "acessar todas as provas, documentos e outros dados de suporte que permitem levar à justiça pessoas que estiveram envolvidas neste esquema de corrupção transnacional".

    Bacca afirmou de "nenhuma maneira" o acordo concederá imunidade a nenhuma pessoa porque "absolutamente ninguém ficará imune a ações judiciais e legais que devem realizadas pela promotoria".

    Entretanto, os termos do acordo permanecerão em sigilo "porque assim ordena a lei". Entre as novas informações obtidas estão "gravações de áudio, vídeo, e uma abundante quantidade de documentos".

    Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a empreiteira brasileira teria pago subornos de mais de U$ 33 milhões a funcionários públicos em troca de contratos governamentais.

    Mais:

    Gilmar Mendes descarta provas da Odebrecht no julgamento da chapa Dilma-Temer (AO VIVO)
    Julgamento Dilma-Temer: Relator defende manutenção das delações da Odebrecht
    Temer sobre citação na delação da Odebrecht: 'constrangedor' e 'desagradável'
    Odebrecht pagou R$ 10,6 bilhões de propinas entre 2006 e 2014
    Tags:
    Odebrecht
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar