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    A inteligência norte-americana acredita que a política da Rússia vá ser mais rígida e imprevisível, diz-se no relatório do diretor da Inteligência Nacional, Daniel Coats, para o Congresso.

    "Em 2017, tudo indica que a Rússia vá estar mais segura nos assuntos internacionais, mais imprevisível quanto a sua política em relação aos EUA e mais autoritária em sua política interna. A possibilidade de Moscou influenciar a situação no campo de batalha na Síria e surgimento de governos pró-russos e populistas na Europa poderão estimular Putin a tomar ações preventivas, que promoveriam uma imagem da Rússia como grande potência", diz o relatório.

    A inteligência dos EUA opina que em 2017 o PIB russo vá aumentar 1,3% e 1,7% no ano seguinte, sublinhando que se trata de indicadores de empresas comerciais e não do próprio país.

    "Em nossa opinião, a Rússia continuará prestando apoio militar ao regime de Assad [autoridades da Síria] para alcançar regularização política que corresponda a seus interesses", segundo relatório dos EUA.

    De acordo com a inteligência norte-americana, o objetivo principal de Moscou na Ucrânia será preservar "influência" e "pressão" sobre Kiev. Afirma-se também que a Rússia se aproveitará do "crescente populismo na Europa" para conseguir o cancelamento das sanções antirrussas. No relatório há acusações contra Rússia sobre uso de propaganda para atingir fins políticos.

    "Além disso, a prioridade principal do Kremlin permanecerá sendo modernização militar, apesar de as sanções, preços de óleo baixos e problemas sistemáticos de economia desacelerarem a implementação de tarefas-chave militares", acrescentam.

    "Moscou está desenvolvendo um acervo de armamentos nucleares, convencionais e assimétricos, destinados ao alcanço de paridade qualitativo com os EUA", conclui o relatório.

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    Tags:
    previsões, política interna, política externa, Inteligência Nacional dos EUA, Rússia, EUA
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