23:55 19 Janeiro 2020
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    A demissão do chefe do FBI James Comey se tornou o passo “mais inesperado e perigoso” do presidente dos EUA Donald Trump durante a sua presidência, comunica o repórter do CNN Chris Cillizza.

    Segundo a opinião do jornalista do CNN a demissão da pessoa responsável pela investigação sobre a intervenção de um país estrangeiro nas eleições norte-americanas envia um sinal preocupante para toda a estrutura do Estado norte-americano. 

    Chillizza acha pouco convincentes as explicações sobre a demissão de Comey. Segundo comunicou o vice-chefe Rod Rosenstein, Comey foi demitido por abuso de autoridade na sequência do fechamento do processo contra Clinton. Mas porque Trump não o tinha demitido anteriormente?— questiona o jornalista norte-americano. Após se tornar o presidente, Trump chegou a elogiar o chefe do FBI. 

    A carta de Trump para Comey também não indica os razões da decisão do presidente norte-americano. Surge a impressão de que o presidente "se livrou de uma pessoa, que segundo ele, podia chegar a conclusões desfavoráveis para Trump no caso relativo à Rússia", comunica Chillizza. 

    A demissão de Comey mostra que ninguém, nem sequer o chefe do FBI, está livre de ser alvo dos caprichos de Trump, frisa o ator.

    ​ Trump demitiu Comey sob recomendação do procurador geral e do secretário da Justiça Jeff Sessions. Segundo o presidente dos EUA, Comey não é capaz de administrar eficazmente o trabalho da unidade. 

    O chefe do FBI agora demitido conduzia uma investigação sobre os laços de Trump com a Rússia, algo que é desmentido quer pela Casa Branca, quer pelo Kremlin. Comey foi indicado chefe da unidade pelo presidente dos EUA  Barack Obama em 2013.

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    Tags:
    política, eleições, intervenção, laços, investigação, opinião, decisão, demissão, FBI, James Comey, Donald Trump, EUA
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