04:46 28 Outubro 2021
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    A possível saída dos Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU seria um passo errado e míope, advertiu o Diretor de Human Rights Watch (HRW), Louis Charbonneau.

    "A decisão de deixar (o Conselho) seria um passo errado míope e que poderia prejudicar significativamente os esforços da ONU para proteger os direitos humanos em todo o mundo", disse Charbonneau, em um comentário publicado no site da HRW.

    A possível saída do Conselho de Direitos Humanos não beneficiaria os Estados Unidos em absoluto e só diminuiria sua influência na cena internacional, alertou.

    Esta medida, de acordo com Charbonneau, daria aos "violadores de direitos humanos em série como a China e a Arábia Saudita luz verde para tirar proveito da sua adesão (ao Conselho) para obstruir e impedir" o seu trabalho.

    Estas declarações do gerente de HRW vêm depois que a revista Politico relata que a administração do presidente Donald Trump pretende se retirar do órgão. De acordo com fontes da mídia, os EUA poderiam decidir dar esse passo porque a entidade teve um impacto sobre a adoção da resolução da ONU que declarou assentamentos ilegais e apelou a Israel para que cessem imediatamente toda a construção ou expansão desses assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

    Quando ainda era presidente eleito, Donald Trump criticou duramente a abstenção dos EUA a esse documento, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em 23 de dezembro.

    O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas é o organismo internacional para a promoção e proteção dos direitos fundamentais do ser humano e é considerado como um órgão de apoio da Assembleia Geral da ONU.

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    Tags:
    China, Arábia Saudita, Cisjordânia, Jerusalém Oriental, Estados Unidos, Donald Trump, Louis Charbonneau, ONU, Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Human Rights Watch, Politico, Assembleia Geral da ONU
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