05:52 22 Fevereiro 2018
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    Para The Economist, EUA de Trump é 'democracia falha'

    © REUTERS/ Susana Vera
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    País foi rebaixado e agora ocupa a mesma categoria que o Brasil no ranking que mede a força da democracia em 165 países do mundo.

    A vigília midiática em torno da eleição de Donald Trump não cessou mesmo depois de sua posse e agora foi a vez da The Economist entregar sua contribuição. Divulgado anualmente pela Economist Intelligence Unit (EIU), o relatório "Índice de Democracia" trouxe os Estados Unidos pela primeira vez na categoria de "democracia falha".

    A subdivisão é compartilhada por vários outros países como Itália, Japão e até mesmo o Brasil. 

    "Donald Trump venceu as eleições de novembro explorando o déficit de confiança e apelando para a frustração e irritação dos norte-americanos com o funcionamento de suas instituições e representantes. Ele se posicionou como o candidato insurgente, um não-político que se propõe a enfrentar um 'sistema manipulado' e 'drenar o pântano' que virou Washington", diz o texto, alertando para "uma erosão no governo e nas instituições públicas (dos EUA) ao longo dos anos".

    Com a decisão, os Estados Unidos abandonam o grupo de "democracias plenas", ocupadas por países como o vizinho Canadá, além de Noruega e Uruguai. O porcentual de pessoas que vivem em uma "democracia plena" assim, caiu de 8,9% para 4,5% entre 2015 e 2016, enquanto a revista estima que 2,6 bilhões de pessoas — um terço da população mundial — vivem sob regimes autoritários.

    Brasil

    O Brasil manteve-se na 51ª colocação e, assim como os EUA, é considerado "democracia falha". A The Economist citou os escândalos da Lava Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e as alegações de corrupção que continuam a abalar o establishment brasileiro.

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    Tags:
    Economist Intelligence Unit, The Economist, Donald Trump, Canadá, Uruguai, Noruega, Brasil, Japão, Itália, Estados Unidos
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