16:59 28 Janeiro 2020
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    A secretária da Força Aérea dos EUA, Deborah Lee James, chamou a Rússia de “ameaça número um” para os EUA.

    "Temos muitas ameaças que estamos tratando, mas a Rússia pode tornar-se uma ameaça real para os EUA por causa do aspeto nuclear", disse James à agência Reuters no Fórum de defesa nacional Ronald Reagan, que se realiza na Califórnia.

    Ao mesmo tempo, o vice-secretário da Defesa dos EUA, Frank Kendall, destacou que, se antes a política de Washington visava principalmente neutralizar as ameaças na região da Ásia-Pacífico e no Oriente Médio, agora está mais focada na Rússia.

    "Por causa do seu comportamento tivemos de…repensar o balanço das capacidades que  precisaremos", explicou Kendall.

    O presidente do Comitê Unido dos Comandantes dos Estados-Maiores das Forças Armadas dos EUA, Joseph Dunford, afirmou que o objetivo de Moscou é confrontar a OTAN e causar danos à sua reputação, bem como limitar a capacidade do exército norte-americano de assegurar a sua presença em todo o mundo.

    Casa Branca (foto de arquivo)
    © AP Photo / Pablo Martinez Monsivais
    Políticos norte-americanos sublinham também que as elaborações da Rússia na área de cibersegurança, espaço, potencial nuclear e capacidade antimíssil exigem que o orçamento de defesa para 2018 seja emendado depois da tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em 20 de janeiro.

    Mais cedo, o Kremlin afirmou que a Rússia não representa uma ameaça a ninguém mas que, entretanto, não deixará sem atenção ações potencialmente perigosas para os seus interesses. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sublinhou que Moscou não participará na confrontação imposta com os EUA, a OTAN e a União Europeia e conseguirá em quaisquer condições assegurar a segurança do seu território, bem como dos seus cidadãos.

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    Tags:
    presença militar, poder, potencial nuclear, ameaça, Rússia, EUA
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