23:15 11 Agosto 2020
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    Na região lideram a Argentina, com seus próprios satélites, e o Brasil, em cooperação com a China. O Peru, a Venezuela e o México se aproximam cada vez mais.

    "Na região temos dois países líderes: a Argentina e o Brasil. Seus governos têm investido no desenvolvimento espacial durante décadas e alcançaram muito. A Argentina lançou um satélite de comunicações, o Arsat-1 [16 outubro de 2014]. O Brasil fez grandes progressos no desenvolvimento de tecnologia com os acordos celebrados com a China, especialmente na área de imagens via satélite", disse à Sputnik Mundo Gustavo Henríquez, chefe do projeto PerúSat-1, graças ao qual foi lançado o primeiro satélite de observação do Estado peruano.

    Ele ressaltou que para avaliar o desenvolvimento espacial é necessário considerar outros aspectos para além da infraestrutura. O fundamental é a "massa crítica de especialistas" e "especialistas que podem desenvolver a tecnologia".

    Segundo o engenheiro, seu país, o Peru, está em um momento "importante" na história do seu desenvolvimento espacial. Ele se colocou na vanguarda no campo de observação de imagens.

    "Temos um satélite que é o mais poderoso na região. Mas estamos bem conscientes de que em outros campos estamos atrasados para competir com os líderes regionais", disse Gustavo Henríquez.

    Mas os países da América Latina não estão em competição entre si. "Há uma cooperação incipiente através de mecanismos bilaterais. Isso tem ocorrido particularmente entre Argentina e Brasil. Mas agora que o Peru adquiriu este satélite tão importante, vamos começar abrindo linhas de colaboração com esses países que são fundamentais para nós", explicou ele.

    Há outros casos de desenvolvimento espacial em ascensão como Venezuela, que investiu na cooperação com a China, e o México que já há décadas usa sistemas de imagens via satélite.

    Enquanto na Europa, América do Norte e na Ásia onde os investimentos são "maiores", a América Latina tem uma "presença espacial significativa". A diferença que o especialista destacou, é que o setor privado ainda não tem uma participação tão forte.

    "Aqui os Estados dão o impulso principal na área do desenvolvimento espacial, mas se espera uma reação do setor privado. Assim, nós poderíamos começar alcançando níveis adequados de fornecimento de tecnologia própria em vez de importá-la", concluiu Gustavo Henríquez.

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    Tags:
    observação, satélite, espaço, América do Sul
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