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Documentos descobertos em Mariupol 'apenas o começo de uma trilha de evidências', diz especialista

© AFP 2023 / Andrey BorodulinA cidade de Mariupol
A cidade de Mariupol - Sputnik Brasil, 1920, 13.02.2024
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Não é nenhuma surpresa que a cidade de Mariupol tenha se tornado o destino preferido para os testes de grandes empresas farmacêuticas em pacientes das enfermarias psiquiátricas, uma vez que tais testes são proibidos nos países ocidentais, disseram especialistas à Sputnik.
As principais empresas farmacêuticas ocidentais testaram medicamentos reumatológicos em pacientes, incluindo crianças, em uma enfermaria psiquiátrica de um hospital na cidade de Mariupol, juntamente com autoridades ucranianas, durante vários anos, de acordo com documentos obtidos pela Sputnik.
Os testes foram realizados quando Mariupol estava sob jurisdição de Kiev — até maio de 2022, quando a Rússia assumiu o controle da cidade.
A divulgação pela Rússia de documentos que expõem grandes empresas farmacêuticas nos EUA e em outros países "confirma não só a existência de um programa secreto de armas biológicas que visa o DNA eslavo, mas explica por que o Ocidente em geral se tornou tão patologicamente obcecado em tentar manter a Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] e na União Europeia [UE], órbita de influência dos EUA", disse Scott Bennett, ex-oficial de guerra psicológica do Exército dos EUA e ex-analista de contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA, à Sputnik.
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"A grande rede de pesquisa e desenvolvimento de empresas farmacêuticas e médicas envolvidas mostra uma constelação de pontos de conexão que levam ao coração da cidade de Londres, aos Estados Unidos, e aos seus representantes secretos de inteligência, mercenários e escravos dispostos a vender seu próprio país, a Ucrânia, por '30 moedas de prata', com a face da América do Norte na moeda", destacou Bennett.

Segundo o analista, a descoberta acidental dos documentos no porão de um prédio recapturado pelas forças russas em Mariupol é "apenas o começo de uma trilha de evidências que provavelmente conduziu o mundo sombrio e cheio de miséria entre 2008 e 2019 quando ucranianos e russos foram usados como experimentos humanos para explorar quão malévola, histérica, paranoica, delirante e psicótica a pessoa humana pode ser manipulada, medicada e alterada cirurgicamente".

O ex-analista de contraterrorismo do Departamento de Estado sugeriu que o objetivo dos testes "era construir exatamente os tipos de mercenários ou soldados que torturariam sadicamente mulheres e crianças, cortariam órgãos de amigos e travariam uma guerra de terror sem qualquer das hesitações de moralidade, religião, costumes sociais ou tabus místicos obscurecendo a mente sombria dos experimentos humanos listados nesses documentos".
Quando questionado sobre por que Mariupol foi escolhida para os testes, Bennett disse que era "o lugar perfeito para conduzir esta experimentação médica porque as pessoas na área da cidade poderiam ser facilmente emboscadas, capturadas, aprisionadas e submetidas a experiências com gritos de terror e gritos de dor, com o sofrimento desses experimentos sendo escondidos nos porões subterrâneos".
Ao se debruçar sobre as possíveis repercussões legais para as grandes empresas farmacêuticas, o especialista disse que o embaixador russo na ONU "deveria convocar uma reunião de emergência e acrescentar ao conjunto de provas já apresentadas essa recente descoberta dos experimentos médicos que estavam sendo realizadas pelo Ocidente para o desenvolvimento de armas biológicas e soldados para a guerra, e outros enriquecimentos farmacêuticos".
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Embora a informação certamente "seja reprimida como propaganda pelos asseclas da administração Biden que aquecem assentos na ONU, os documentos, assinaturas e pessoas que os fizeram são a prova viva de novos crimes contra a humanidade que devem ser apresentados para o mundo para julgamento", de acordo com Bennett.
Ele argumentou que os documentos "falam primeiro sobre a história do Ocidente e sobre o que eles estavam planejando", especialmente em 2008, quando "o original Global Viral Forecasting Institute — antes de mudar seu nome para Metabiota — foi estabelecido pelo presidente [norte-americano Joe] Biden, financiado por Rosemont-Seneca usando [o filho do presidente] Hunter Biden e outros ligados ao senador Mitt Romney e à ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi".
"Esta foi uma das peças centrais da agenda do Ocidente para usar e abusar da Ucrânia, realizando experimentos de guerra biológica em solo ucraniano porque tinha sido proibida na América do Norte e no Ocidente em geral. Esta foi também uma das razões pelas quais o então vice-presidente [Joe] Biden ameaçou reter bilhões de dólares da Ucrânia, a menos que um promotor que investigava essa corrupção fosse demitido. Victoria Nuland, a arquiteta do golpe de Estado [Maidan de 2014] contra Kiev, usou a CIA, mercenários georgianos e políticos norte-americanos como John McCain e Lindsey Graham e outros a cultivar uma atmosfera revolucionária em Kiev. Ela também foi a primeira pessoa a admitir abertamente ao senador Marco Rubio que os EUA tinham armas biológicas, empresas farmacêuticas e experimentos massivos sendo conduzidos nos porões escuros de edifícios encharcados de sangue na Ucrânia", observou Bennett.
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O especialista manifestou confiança de que todos os responsáveis serão levados à Justiça, sublinhando que "embora o tempo tenha passado e os gritos destas pessoas experimentadas tenham desaparecido, [...] o sangue destes ucranianos ainda clama por vingança, redenção e justiça dos terrenos destes edifícios e nos registros informáticos destas empresas. Esperemos que a Rússia lhes conceda isso, porque o mundo, infelizmente, parece incapaz de tal atitude de coragem".
O analista foi parcialmente apoiado por William Jones, ex-chefe de revisão de inteligência executiva do Escritório de Washington e membro não residente do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin, que disse que dada a falta de sucesso das forças de Kiev no campo de batalha e a recusa de compromisso, "há todas as razões para acreditar que tal pesquisa poderia ser usada ofensivamente, como arma".
"O mesmo mecanismo de controle que funciona poderia, sem problemas, conduzir experimentos que não seriam permitidos em suas próprias populações. Os ucranianos não têm governo para protegê-los disso", concluiu Jones.
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