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EUA violaram 9 vezes protocolos para evitar conflitos na Síria

© AFP 2023 / Delil SouleimanUm soldado dos EUA patrulha uma área nos arredores de Rumaylan, na província de Al-Hasakah, no nordeste da Síria, controlada pelos curdos. Síria, 11 de dezembro de 2023
Um soldado dos EUA patrulha uma área nos arredores de Rumaylan, na província de Al-Hasakah, no nordeste da Síria, controlada pelos curdos. Síria, 11 de dezembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 20.12.2023
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Sob uma guerra civil desde janeiro de 2011, acentuada ainda mais pela atuação de países do Ocidente, a criação de protocolos para amenizar o conflito na Síria foi uma das medidas internacionais no país. Porém, em apenas um dia, os Estados Unidos, que possuem bases militares na região, quebraram o acordo nove vezes.
A denúncia foi do contra-almirante Vadim Kulit, vice-chefe do Centro Russo para a Reconciliação das Partes Combatentes na Síria.
"A chamada 'coalizão', liderada pelos EUA na Síria, violou os protocolos de desconflito nove vezes durante o dia", disse em coletiva de imprensa.
Conforme o porta-voz, a chamada "coalizão antiterrorista" dos Estados Unidos segue criando situações de perigo nos céus da Síria, com a realização de voos que violam os protocolos de desconflito e as regras do espaço aéreo do país.

"Na área de Al-Tanf, foram registradas nove violações durante o dia por dois caças F-15, dois caças F-16, duas duplas de aeronaves de ataque A-10 Thunderbolt e um veículo aéreo não tripulado MQ-1C", disse Kulit.

O contra-almirante observou que tais ações da "coalizão" continuam a criar condições perigosas para incidentes e agravam a situação no espaço aéreo da Síria.
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Tensões também no Iraque

As tensões no Oriente Médio, por conta da desestabilização causada por Washington no território, tem provocado reações de diversos movimentos. No Iraque, a Resistência Islâmica admitiu no início do mês que realizou ataques de drones contra uma base militar dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Erbil.
O grupo muçulmano xiita tem forte atuação no país e realizou o ataque em retaliação ao apoio norte-americano a Israel na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. O conflito começou no dia 7 de outubro e já provocou a morte de mais de 20 mil palestinos.
No último mês, um dos maiores ataques contra outra base dos EUA na Síria também foi realizado pela Resistência Islâmica. Em comunicado, o grupo que inclui formações armadas xiitas confirmou a autoria do atentado na província de Deir ez-Zor. O grupo também alegou ter realizado o ataque com o uso de drones contra a base Green Village.
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Regiões que concentram as maiores reservas de petróleo e gás na Síria, parte dos territórios no leste e nordeste do país são controlados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. Damasco já chamou a presença norte-americana de ocupação irregular e pirataria estatal, com "o objetivo de roubo de petróleo descarado".
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