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Não há solução militar para o conflito na Ucrânia, diz alto general dos EUA

© AFP 2023 / Simon WohlfahrtO general da Força Aérea dos EUA, Charles Quinton Brown Jr., durante coletiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, 11 de outubro de 2023
O general da Força Aérea dos EUA, Charles Quinton Brown Jr., durante coletiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, 11 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 03.12.2023
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Um conflito sempre termina com um acordo diplomático, disse o chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Brown Jr., comentando a situação na Ucrânia.
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia não vai ter uma solução puramente militar, sugeriu Charles Brown Jr., chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
No Fórum de Defesa Nacional Reagan em Simi Valley, Califórnia, no sábado (2), Brown foi questionado sobre o possível resultado dos combates na Ucrânia — se terminaria com Kiev "retomando tudo o que gostaria de retomar" ou com "algum outro tipo de trégua negociada com [o presidente russo Vladimir] Putin."
O principal general dos EUA respondeu dizendo que "qualquer conflito militar, você não o resolve completamente por meios militares. Ele acaba com uma solução diplomática."
"Sabe, não posso prever o futuro de como isso vai acabar, mas acho que nós [os EUA] podemos ajudar a moldá-lo", continuando "a apoiar a Ucrânia, lhe proporcionando capacidade [militar]", sublinhou.
Brown, que se tornou o oficial mais graduado das Forças Armadas dos EUA em 1º de outubro, substituindo Mark Milley, disse que se comunica com o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, general Valery Zaluzhny, "de forma bastante regular".
O novo chefe do Estado-Maior Conjunto, General da Força Aérea Charles Brown, fala no Tributo de Despedida das Forças Armadas em homenagem ao presidente aposentado do Estado-Maior Conjunto, General do Exército Mark Milley, na Base Conjunta Myer-Henderson Hall em Arlington, Virgínia, em 29 de setembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 11.11.2023
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O apoio de Washington a Kiev é "importante em parte porque a Rússia é um dos nossos desafios definidos nas Estratégias de Segurança Nacional e de Defesa Nacional [dos EUA], e o trabalho que temos de fazer lá é importante para chegar a uma posição melhor a longo prazo", explicou ele.
Em novembro, Zaluzhny disse que a situação na linha da frente se tinha transformado em um "impasse" e que era pouco provável que a Ucrânia conseguisse um avanço, a menos que algum desenvolvimento tecnológico surpreendente lhe desse uma vantagem decisiva sobre a Rússia. O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, e outros altos funcionários rejeitaram inicialmente sua avaliação.
No entanto, esta semana, Zelensky anunciou nas redes sociais que as forças de Kiev vão começar a construir fortificações, reconhecendo que a contraofensiva ucraniana, que começou no início de junho, não conseguiu produzir os resultados desejados. "Temos uma nova fase da guerra e isso é um fato", disse ele em uma entrevista à AP na quinta-feira (30). Quando questionado se houve alguma pressão dos EUA e dos seus aliados para negociar um acordo de paz com a Rússia, Zelensky respondeu: "Ainda não sinto isso".
Na sexta-feira (1º), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, culpou Kiev e o Ocidente por não demonstrarem interesse em resolver pacificamente o conflito. "São necessários dois para dançar o tango" na diplomacia, mas a Ucrânia e os seus apoiadores estrangeiros continuam a praticar "breakdance a solo", disse Lavrov.
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