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Guerra na Faixa de Gaza: número de palestinos mortos ultrapassa 14,1 mil

© AP Photo / Leo CorreaFumaça toma conta do céu em cidade palestina após bombardeio aéreo das Forças de Defesa de Israel (FDI). Faixa de Gaza, 21 de novembro de 2023
Fumaça toma conta do céu em cidade palestina após bombardeio aéreo das Forças de Defesa de Israel (FDI). Faixa de Gaza, 21 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 21.11.2023
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Em meio a uma das guerras mais sangrentas no Oriente Médio, com ataques diários inclusive contra escolas, hospitais e campos de refugiados, o número de palestinos mortos pelo conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza ultrapassou 14,1 mil. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo movimento.
Os confrontos no território, que tem 2,3 milhões de habitantes, já duram mais de seis semanas, e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,6 milhão de palestinos precisaram deixar suas casas, principalmente na região norte de Gaza.
Conforme o Ministério da Saúde da Palestina, entre os mortos há 5.840 crianças e 3.920 mulheres, o que corresponde a quase 69% das vítimas da guerra. Por conta dos bombardeios e ataques por terra, também ficaram feridas mais de 33 mil pessoas.
Apesar do balanço, a pasta alegou que não é possível fornecer números exatos das mortes, já que os intensos combates impediram a recuperação de vários corpos. Por diversas vezes, a ONU já denunciou supostos crimes de guerra cometidos por Israel na Faixa de Gaza. O principal aliado do país, os Estados Unidos, chegou a pedir medidas para mitigar o número de civis mortos, apesar de aumentar ainda mais o fornecimento de armas aos israelenses.
A comunidade internacional continua a fazer pressão por um cessar-fogo temporário ou definitivo para que a população civil seja retirada da região e para que a ajuda humanitária com alimentos, remédios e água atenda às necessidades do local. Segundo a ONU, são necessários pelo menos 500 caminhões por dia.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também sofre com desgastes internos em meio ao conflito. Na última semana, um protesto em Tel Aviv chegou a pedir a renúncia do premiê, e o líder da oposição no país, Yair Lapid, afirmou que o fracasso na segurança israelense que resultou no ataque do Hamas em 7 de outubro fez o país "perder a fé" no governo de Netanyahu.
Em uma entrevista, Lapid afirmou que o país não pode se dar ao luxo de "conduzir uma guerra prolongada com um primeiro-ministro em quem o público não confia". Por isso ele defendeu a saída imediata do premiê.
Desde o ataque do Hamas, que causou a morte de 1,2 mil pessoas em Israel, as críticas internas ao governo de Netanyahu aumentaram. O primeiro-ministro é acusado de descuidar da segurança do país ao se distrair defendendo seu projeto de reforma judicial e também ao lidar com seus julgamentos na Justiça por corrupção.
Na América Latina, países como Colômbia e Chile chamaram seus embaixadores para consulta, o que representa uma insatisfação com o andamento da guerra na Faixa de Gaza, enquanto a Bolívia cortou as relações diplomáticas diante do elevado número de palestinos mortos.
Solenidade em comemoração aos 53 anos da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) da PM de São Paulo com apresentação de metralhadores israelenses. São Paulo, 16 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 21.11.2023
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Conflito dura seis semanas

Pela primeira vez desde o início do conflito, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, no início do mês, uma resolução que pede uma pausa humanitária longa em Gaza. Israel declarou guerra ao Hamas no dia 7 de outubro, quando foi alvo de ataques sem precedentes vindos da Faixa de Gaza que conseguiram driblar o sistema de defesa antimísseis.
Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram uma operação contra o Hamas. Em poucos dias, os militares tomaram o controle de todas as localidades na fronteira com Gaza e começaram a realizar ataques aéreos em alvos, incluindo civis, no território do enclave. Além disso, o país anunciou o bloqueio total da Faixa de Gaza, interrompendo o fornecimento de água, alimentos, eletricidade, medicamentos e combustível.
No final de outubro, começou a fase terrestre da operação israelense no enclave. A cidade de Gaza foi cercada por forças terrestres israelenses, e o enclave foi efetivamente dividido em partes sul e norte.
O conflito palestino-israelense, relacionado a interesses territoriais, tem sido fonte de tensões na região por muitas décadas. Uma decisão da ONU de 1947 determinou a criação de dois Estados, Israel e Palestina, mas apenas o israelense foi estabelecido.
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