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Comunidade pesqueira do Japão se opõe a plano do governo de vazar água contaminada de Fukushima

© AFP 2023 / Anthony WallaceAtivistas se reúnem para protestar contra a liberação planejada no oceano Pacífico da água da usina nuclear japonesa de Fukushima, em Seul, Coreia do Sul, 24 de junho de 2023
Ativistas se reúnem para protestar contra a liberação planejada no oceano Pacífico da água da usina nuclear japonesa de Fukushima, em Seul, Coreia do Sul, 24 de junho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2023
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O chefe da Federação Nacional de Cooperativas de Pesca do Japão disse ser contra a liberação no mar da água contaminada após o acidente da usina nuclear de Fukushima em 2011.
A Federação Nacional de Cooperativas de Pesca do Japão reiterou sua oposição da comunidade à liberação no oceano Pacífico da água radioativa tratada que foi usada para resfriar os reatores da usina nuclear de Fukushima após o acidente de 2011, informa na sexta-feira (23) a agência norte-americana Associated Press (AP).
"Não podemos apoiar a posição do governo de que o vazamento no mar é a única solução", disse na quinta-feira (23) aos repórteres o chefe da entidade, Masanobu Sakamoto, após sua reunião com Yasutoshi Nishimura, ministro da Economia e Comércio do Japão.
"Liberar ou não a água no mar é uma decisão do governo e, nesse caso, queremos que o governo assuma total responsabilidade", sublinhou.
A descarga está programada para meados deste ano, embora a data exata ainda não tenha sido definida, de acordo com a AP.
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As autoridades anunciaram a medida em abril de 2021, garantindo que a água contaminada, antes de ser vazada, será filtrada para remover isótopos nocivos, e diluída para atender a todos os padrões internacionais. Em seguida, ela seria gradualmente liberada no oceano, supostamente já sem prejuízo para as pessoas e a vida marinha.
Tóquio também argumentou que a água, atualmente armazenada em cerca de 1.000 tanques na usina, deve ser removida para evitar liberações acidentais no caso de um terremoto, e para abrir espaço para a desativação da usina.
O plano recebeu fortes protestos das comunidades pesqueiras locais, e também dos países vizinhos, incluindo a Coreia do Sul, a China e algumas das nações insulares do Pacífico.
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