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Burkina Faso pede para embaixador francês deixar o país

© AP Photo / Stephane de Sakutin / Acessar o banco de imagensSoldados franceses na República Centro-Africana ouvem discurso do então ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, em base militar de Bangui, capital do país africano (foto de arquivo)
Soldados franceses na República Centro-Africana ouvem discurso do então ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, em base militar de Bangui, capital do país africano (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 03.01.2023
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O governo militar de Burkina Faso pediu ao embaixador francês no país, Luc Hallade, que deixasse a capital, Ouagadougou.
Hallade é acusado pelas autoridades de pedir a seus compatriotas que saíssem da cidade de Kodaguo devido a questões de segurança, informou o jornal francês Le Figaro, citando fontes do governo.
O diplomata atuava como embaixador desde 2019 e foi convidado a deixar Burkina Faso em uma carta enviada ao Ministério das Relações Exteriores da França no fim do mês passado.
A expulsão de Hallade ocorreu menos de um mês depois que o Ministério das Relações Exteriores de Burkina Faso declarou a coordenadora residente da Organização das Nações Unidas (ONU), Barbara Manzi, persona non grata, pedindo que ela também deixasse o país imediatamente.
O MRE francês confirmou o recebimento da carta com a exigência do governo de Ouagadougou de substituir o embaixador francês.
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"Recebemos uma carta do governo de transição de Burkina Faso. Essa não é uma prática regular, então não temos nenhum comentário público sobre isso", disse um porta-voz.

A presença francesa em Burkina Faso enfrenta duras críticas do país africano nos últimos meses.
No início de dezembro, a Rádio França Internacional (RFI), veículo de imprensa estatal da França, teve suas operações suspensas em Burkina Faso após supostamente instigar uma tentativa de golpe contra o governo.
Além disso, em outubro, o Ministério das Relações Exteriores francês precisou negar o envolvimento do país nos eventos ocorridos após uma nova tomada militar em Burkina Faso, em meio a alegações de que o líder deposto, Paul-Henri Sandaogo Damiba, buscou refúgio em uma base militar francesa.
Na região de Soum, em Burkina Faso, soldados do Exército burkinês participam de exercícios de tiro durante operação ao lado de soldados da França, em 12 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 19.11.2022
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Em setembro, a mídia de Burkina Faso noticiou que Damiba, líder de um governo interino que chegou ao poder por meio de um golpe em janeiro desse mesmo ano, foi deposto por um grupo de militares liderados pelo capitão Ibrahim Traoré, no segundo golpe militar no país em oito meses.
O grupo de Traoré suspendeu a Constituição e fechou as fronteiras. Ele também disse que Damiba estava escondido em uma base militar francesa e estava planejando uma "contraofensiva".
Ibrahim Traoré anunciou a tomada do poder em um comunicado lido em rede nacional. Ele disse que os oficiais que lideraram o golpe decidiram tirar Damiba do poder porque ele não conseguiu lidar com um levante armado de militantes islâmicos no país.
Mundioka #135 - Sputnik Brasil, 1920, 18.11.2022
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