Pentágono quer iniciar 'instalação' de sistema de interligação de dados na Marinha em 2023

CC BY 2.0 / Marinha dos EUA / Erica Bechard, especialista em Comunicação de Massa de 2ª Classe / Handout / Grupo liderado por porta-aviões Ronald Reagan dos EUA, com participação do Japão e do Canadá, durante os exercícios navais Keen Sword 21, mar das Filipinas, 26 de outubro de 2020
Grupo liderado por porta-aviões Ronald Reagan dos EUA, com participação do Japão e do Canadá, durante os exercícios navais Keen Sword 21, mar das Filipinas, 26 de outubro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
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O programa, chamado Project Overmatch, envolverá mudanças no hardware e software e tem como objetivo ligar todos os grupos de ataque de porta-aviões dos EUA.
A Marinha dos EUA está tentando ligar sua frota através da iniciativa Project Overmatch, escreveu na quinta-feira (8) o portal Defense News.
O trabalho do projeto, atualmente envolvendo uma equipe de 50 pessoas, inclui a incorporação de mais sistemas autônomos para recolher e repassar inteligência para os navios e os centros de comando, tanto em software como no hardware. O Project Overmatch tem como objetivo ser usado mais tarde por todos os 11 grupos de ataque de porta-aviões, com o começo do processo em 2023.
A iniciativa se focará em ferramentas, analítica, dados e infraestrutura, incluindo a computação e plataformas como um serviço. Um dos exemplos do que a Marinha pretende fazer é o envio pouco visível de um grande número de atualizações de segurança diárias, ou pelo menos mais vezes que uma atualização em vários anos.
O projeto tem sido mantido em quase total segredo desde o final de 2020 e faz parte do mais amplo Comando e Controle Conjunto de Todos os Domínios (JADC2, na sigla em inglês) das Forças Armadas dos EUA, que deve conectar os elementos militares americanos em terra, ar, mar, espaço e ciberespaço e também permitir a colaboração internacional sem problemas.
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De acordo com Doug Small, que dirige o Comando de Sistemas de Guerra de Informação Naval e o Project Overmatch, o último começou com a Austrália, o Canadá, Nova Zelândia e o Reino Unido, os outros quatro membros do grupo dos Cinco Olhos. O alto funcionário revelou que os EUA convidaram outros aliados e parceiros a participar do desenvolvimento do software do projeto.
"O esforço da Marinha no Overmatch está muito concentrado nos próximos dois ou três anos. O Overmatch tem realmente se concentrado muito mais diretamente nos problemas operacionais de curto prazo enfrentados pelos comandantes que lidam com a China", apontou Bryan Clark, um alto funcionário e diretor do Centro de Conceitos e Tecnologia de Defesa do Instituto Hudson, Washington, EUA.
"Isto tem que se mover tão rápido que o adversário não consegue tirar os pés do tapete. Talvez eles tenham massa sobre nós, mas nós temos qualidade de dados, qualidade de capacidade", garantiu John Sherman, diretor de Informação do Pentágono.
O financiamento do Project Overmatch para o ano fiscal de 2023, recém-aprovado como parte da mais recente Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês) dos EUA, é igual a US$ 195 milhões (R$ 1,03 bilhão), um aumento de 167% sobre o valor do ano fiscal de 2022, de US$ 73 milhões (R$ 383,83 milhões). Poucos detalhes foram revelados além deste, supostamente para ludibriar a China.
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