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COP27: Lula pedirá à ONU para Amazônia sediar evento em 2025; Marina fala em reconstrução pós-guerra

© AFP 2023 / Joseph EidO presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segura um documento entre os políticos brasileiros Fátima Bezerra (E) e Helder Zahluth Barbalho (2º D) durante uma discussão sobre a Floresta Amazônica na conferência do clima COP27 na cidade turística de Mar Vermelho, no Egito Sharm el-Sheikh em 16 de novembro de 2022
O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segura um documento entre os políticos brasileiros Fátima Bezerra (E) e Helder Zahluth Barbalho (2º D) durante uma discussão sobre a Floresta Amazônica na conferência do clima COP27 na cidade turística de Mar Vermelho, no Egito Sharm el-Sheikh em 16 de novembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 16.11.2022
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Presidente eleito acredita que levar o evento ao Brasil é importante uma vez que mostrará a "quem apoia e defende" as causas climáticas "o que é a Amazônia". Ex-ministra diz que atual período é uma "reconstrução pós-guerra de [Jair] Bolsonaro contra o meio ambiente".
Desde de segunda-feira (13), o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, está com sua equipe no Egito para discursar na COP27. Hoje (16), o petista afirmou que pedirá às Nações Unidas para a Amazônia sediar o evento em 2025.

"Nós vamos falar com o secretário-geral da ONU [António Guterres] e vamos pedir para que a COP de 2025 seja feita no Brasil e, no Brasil, seja feita na Amazônia. E, na Amazônia, tem dois estados aptos a receber qualquer conferência internacional, que é o estado do Amazonas e o estado do Pará", afirmou Lula segundo o G1.

O petista ainda acrescentou que era "importante" que se conheça a região uma vez que "as pessoas que defendem a Amazônia e que defendem o clima possam conhecer de perto o que é a Amazônia.
"O Brasil está de volta ao mundo", complementou Lula.
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De acordo com o jornal O Globo, a ex-ministra do Meio Ambiente (2033-2008), Marina Silva, além de integrar a comitiva de Lula, foi uma das principais interlocutoras que prepararam o caminho para a viagem do presidente eleito à COP27.
Em entrevista à mídia, Marina – que vem sendo apontada como tendo grandes chances de ocupar o cargo de ministra novamente –, caracterizou o desafio que a nova administração tem pela frente como uma "reconstrução pós-guerra de [Jair] Bolsonaro contra o meio ambiente".
"O governo terá que reestruturar tudo que foi destruído. Precisará recompor equipes, recompor Orçamento. Não vamos nos esquecer que o Orçamento de 2023 está sendo feito pelo Bolsonaro, que não priorizou absolutamente nada que diz respeito ao meio ambiente, aos povos indígenas. Mas o bom é que sabemos o que fazer [...] Nós neste momento temos uma reconstrução pós-guerra de Bolsonaro contra o meio ambiente e os crimes indígenas, mas o bom é que sabemos o que fazer e como fazer", declarou a ex-ministra.
Durante o evento, Lula teve encontros com os enviados especiais do clima da China e dos EUA, além de uma grande procura por reuniões bilaterais, indagada sobre como enxerga essa "procura" pelo governo de transição, Marina afirmou que essas "é a celebração da volta do Brasil ao multilateralismo climático".
"[...] Ouvi de muitas pessoas que elas estavam com saudades do Brasil, e que agora identificam um retorno efetivo da contribuição com a agenda do clima, da biodiversidade, da proteção de florestas. [...] E as pessoas sabem que o Brasil é uma potência nesta agenda, que já reduziu as emissões de CO2 em cinco bilhões de toneladas [...] ninguém consegue pensar em resolver o problema da mudança climática e da redução de perda de biodiversidade sem a contribuição do Brasil", afirmou.
A COP27 começou no dia 6 e vai até o dia 18 de novembro. No evento do ano passado, um grande acordo foi fechado entre 197 nações com o objetivo de intensificar os esforços para combater as mudanças climáticas, conforme noticiado.
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