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Descobrem em templo de 2.000 anos na Itália afrescos com cores vivas extremamente raros (FOTOS)

© Foto / Pixabay / SCAPINRuínas de vila italiana (imagem referencial)
Ruínas de vila italiana (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 30.08.2022
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Em meados de agosto arqueólogos descobriram afrescos em partes de paredes e no teto do templo de Cupra de 2.000 anos em Cupra Marittima, na Itália. Afrescos interiores intactos deste tipo são extremamente raros.
Os afrescos foram pintados em tons de azul, amarelo, vermelho, preto e verde e decorados com motivos como guirlandas floridas, candelabros e pequenas palmeiras. Os fragmentos foram descobertos durante as escavações que começaram em julho sob a direção da Universidade de Nápoles L'Orientale e do conselho municipal local. O templo foi construído no início de século I d.C. e era dedicado à deusa etrusca Cupra, que também era venerada pelos romanos.

"É a primeira vez que foram desenterradas ruínas de um santuário pintado com uma paleta tão ampla de cores em um estado incrivelmente bem preservado e com decorações tão ricas e elaboradas", disse à CNN o arqueólogo Marco Giglio, coordenador do projeto de pesquisa do local e professor da Universidade de Nápoles L'Orientale.

"Depois de limpar, analisar e juntar todos os 100 fragmentos encontrados, esperamos que nos proporcione uma imagem completa de como era o templo", acrescentou.
Arqueólogos recuperam partes das paredes e teto com afrescos de um templo de 2.000 anos em Cupra Marittima, na Itália. "Acredita-se que o antigo santuário teria tido um teto azul-celeste, enquanto a parte inferior das paredes do templo era pintada de amarelo".
Os afrescos parecem ter sido pintados no terceiro estilo de Pompeia, que era tipicamente usado para decorar casas abastadas encontradas em cidades maiores, como Roma e Pompeia.
Arqueólogos acreditam que teria sido um templo extravagante, com uma grande estátua de deusa no santuário principal, mas os especialistas ainda precisam determinar o culto com o qual o santuário estava conectado.
Localizado a mais de um metro abaixo do nível do solo, o santuário foi reduzido a escombros fragmentados, com exceção de um pódio e uma escadaria de entrada.
No ano 127 d.C., o templo foi completamente renovado pelo imperador romano Adriano, que se preocupava que a estrutura poderia colapsar em meio a danos causados pela idade e desastres naturais.
Acredita-se que as superfícies pintadas das paredes foram retiradas e os fragmentos reutilizados para novos pavimentos. Em seguida, as paredes foram cobertas de mármore para as fortalecer. O imperador Adriano também adicionou ao templo colunas com capitéis, pedras do telhado com cabeças de leão e dois arcos de tijolos.
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