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EUA queriam que acordo sobre grãos fosse assinado com sua participação, diz analista

© Sputnik / STRINGER / Acessar o banco de imagensPresidente norte-americano Joe Biden discursa na Casa Branca sobre a situação na zona de conflito no Oriente Médio, 20 de maio de 2021
Presidente norte-americano Joe Biden discursa na Casa Branca sobre a situação na zona de conflito no Oriente Médio, 20 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 25.07.2022
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Os Estados Unidos estão descontentes com o fato de o acordo sobre grãos ter sido assinado sem a sua participação, sendo por isso que as autoridades norte-americanas declaram o seu próprio plano de exportações, que prevê alternativas para às vias marítimas, afirmou à Sputnik o especialista do Instituto de Estados Contemporâneos, Aleksei Martynov.
Anteriormente, a chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), Samantha Power, afirmou que os Estados Unidos estavam elaborando um "plano B" para exportar os grãos do território ucraniano, ao não confiar na prontidão de Moscou para respeitar o acordo alcançado em Istambul.
"Os EUA não têm nada a ver com o acordo de Istambul. Turquia, Rússia, Ucrânia e ONU tomaram parte, enquanto os Estados Unidos não estiveram totalmente presentes. […] A ideia principal dos EUA e de Zelensky é não exportar os grãos para nenhum lugar, já que este ano na Ucrânia semearam poucos cereais, e é preciso ficar com os grãos restantes para que haja o que comer. Os Estados Unidos precisam do efeito de relações públicas, como se os grãos não fossem exportados de todo, embora a situação no mercado alimentar mundial não esteja relacionada ao fornecimento de grãos ucranianos", defende o analista.
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Os Estados Unidos queriam se aproveitar da situação com as exportações de grãos ucranianos a fim de abrir os portos ucranianos para importar armamento pesado, supõe o analista do Conselho russo de Assuntos Internacionais, Andrei Suzdaltsev.

"Sob o pretexto de exportações de grãos, Ocidente, EUA e OTAN querem abrir os portos para importar armamento pesado, enquanto o acordo de Istambul não permite fazê-lo. Isso irrita e não satisfaz Washington", afirmou o especialista.

Segundo o diretor do Instituto de Avaliação Estratégica, Sergei Oznobischev, as declarações de Samantha Power sobre o "plano B" dos EUA demonstram o estado das relações entre os Estados Unidos e a Rússia em geral.
Secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, durante cerimônia de assinatura do acrodo de grãos em Istambul, 22 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2022
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"A história inteira do desenvolvimento das nossas relações, especialmente nos últimos meses, não permite que as partes tenham certeza de que a outra parte vai respeitar os acordos alcançados. Os nossos poucos acordos, incluindo sob as questões da importância secundária, estão cheios de desconfiança mútua", crê o analista.

Em 22 de julho, em Istambul se deu a assinatura de documentos de cancelamento de restrições sobre o fornecimento de produtos de exportação e a assistência da Rússia nas exportações de grãos ucranianos. O acordo alcançado por Rússia, Turquia, Ucrânia e Nações Unidas prevê a exportação dos grãos, alimentos e fertilizantes ucranianos através do mar Negro de três portos, inclusive de Odessa.
Ao mesmo tempo, de acordo com o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov, o ataque contra os militares ucranianos no porto de Odessa não tem nada a ver com a infraestrutura destinada a realizar o acordo de Istambul.
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