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China e Índia quase dobram importações de energia russa em meio às sanções do Ocidente

© AP Photo / Andy WongBandeira da Índia ao lado do brasão nacional da China, em Pequim (foto de arquivo)
Bandeira da Índia ao lado do brasão nacional da China, em Pequim (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2022
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As importações de petróleo, carvão e gás russos por China e Índia injetaram cerca de US$ 24 bilhões (R$ 129,8 bilhões) em receita aos cofres da Rússia entre março e maio deste ano, quase dobrando os US$ 13 bilhões (R$ 70,3 bilhões) gastos pelos gigantes asiáticos no mesmo período de 2021, apontam dados oficiais de comércio dos países.
Conforme publicado pela agência Bloomberg, as importações chinesas das commodities correspondem por mais de 78% do total: US$ 18,9 bilhões (R$ 102,2 bilhões). A Índia, por sua vez, comprou US$ 5,1 bilhões (R$ 27,6 bilhões) em energia russa, quintuplicando as compras feitas há um ano.
Números do Centro para Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês), com sede na Finlândia, indicam que a China ultrapassou a Alemanha em importações no segmento nos primeiros 100 dias após a escalada da crise na Ucrânia em fevereiro. O mercado europeu somado ainda mantém a maioria dos dez principais importadores do período.
Apenas nos primeiros três meses após o início do conflito na Ucrânia, China e Índia gastaram US$ 24 bilhões [R$ 129,8 bilhões] em energia russa, US$ 13 bilhões [R$ 70,3 bilhões] a mais que no mesmo período de 2021. A China foi o maior importador de energia russa nos primeiros 100 dias após a crise, de acordo com o CREA, e a ascensão da Índia este ano foi dramática. Ainda assim, a Europa como bloco compôs a maior parte das vendas de energia da Rússia.
A mudança do quadro ocorre em meio a sanções econômicas impostas pelo Ocidente à Rússia e a políticas de Moscou para contornar as restrições.
Com descontos russos nos produtos para Pequim e Nova Deli, combinados à possibilidade de pagamentos em rublo e em yuan — e um esquema similar de rublo-rupia atualmente sendo finalizado —, o novo acordo comercial permitiu uma relação benéfica para todos os lados.
Desde o início da operação militar especial russa na Ucrânia, no dia 24 de fevereiro, os EUA e seus aliados iniciaram a aplicação de sanções contra Moscou. Entre as medidas estão restrições econômicas às reservas internacionais russas e a suas exportações de petróleo, gás, aço e ferro.
A escalada de sanções transformou a Rússia, de forma disparada, na nação mais sancionada do mundo, segundo a plataforma Castellum.ai, serviço de rastreamento de restrições econômicas no mundo.
No total, estão em vigor 11.161 medidas restritivas contra a Rússia, segundo os cálculos do site. A quantidade é mais que o triplo das 3.637 sanções impostas pelo Ocidente ao Irã. Na sequência, aparecem a Síria (2.614), a Coreia do Norte (2.111), Belarus (1.133), a Venezuela (651) e Mianmar (567).
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