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Antigos hominídeos já sabiam fazer fogo há pelo menos 800.000 anos, aponta estudo (FOTO)

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Fogueira (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2022
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Arqueólogos de Israel e Canadá encontraram provas concretas de que o Homo erectus sabia manejar o fogo há cerca de 800.000 ou 1.000.000 anos. A conclusão foi tirada após estudo minucioso de utensílios e fragmentos encontrados em Israel.
A equipe que conduziu o estudo reexaminou ferramentas de pedra, restos de fauna e depósitos descobertos na década de 1970 em um sítio arqueológico que data do Paleolítico Inferior, e que está localizado em uma pedreira no povoado de Evron.
Nenhum dos objetos tinha evidências visuais de ter sido submetido ao fogo, mas a equipe aplicou métodos químicos que levaram à conclusão de que as ferramentas do sítio e 13 fragmentos de presas haviam sido expostas a diferentes temperaturas, aponta comunicado do Instituto Weizmann de Ciência.
Supõe-se que o uso controlado do fogo pelos antigos hominídeos data de um milhão de anos, que é quando os arqueólogos acreditam que o Homo habilis começou a sua transição para Homo erectus.
Pesquisadores descobrem evidências de [uso] de fogo em um sítio arqueológico de 1 milhão de anos em uma pedreira de Evron, em Israel.
Os cientistas propuseram uma teoria que foi denominada de "hipótese da cozinha", que aponta que o uso do fogo foi fundamental na nossa evolução e que não só permitiu aos nossos antepassados sobreviver ao frio ou criar ferramentas, mas também se proteger dos predadores. O único problema com esta hipótese é a falta de informações.
Até agora, as evidências arqueológicas de tratamento térmico de ferramentas e alimentos baseavam-se principalmente na identificação visual de artefatos com provas de terem sido submetidos ao fogo.
Através deste e outros métodos tradicionais só foi possível encontrar evidências de uso do fogo que não vão além dos 200 mil anos. No entanto, os cientistas decidiram reexaminar os objetos e restos usando espectroscopia Raman e outros métodos descritos no estudo publicado no portal PNAS.
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Como resultado da pesquisa de 26 artefatos de pedra descobriu-se que estes foram expostos a altas temperaturas. No que se trata de fragmentos de ossos, foi possível identificar 13 fósseis que foram expostos a temperaturas superiores a 600 ºC.
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