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Ex-analista da CIA: ajuda militar dos EUA não muda situação para Kiev; Ucrânia já perdeu

© AFP 2022 / Fayez NureldineMilitares dos EUA perto de um lançador múltiplo de foguetes M142 HIMARS (foto de arquivo)
Militares dos EUA perto de um lançador múltiplo de foguetes M142 HIMARS (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 07.06.2022
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Assistência militar dos EUA não vai mudar o status quo, ou seja, o estado atual no campo de batalha, disse à Sputnik o ex-analista da CIA Larry Johnson.
De acordo com ele, o envolvimento de Washington no conflito na Ucrânia já provocou consequências negativas na economia do país e colocou o dólar em risco.
O fornecimento de grandes quantidades de armas e munições dos Estados Unidos à Ucrânia visa fortalecer a posição de Kiev na mesa de negociações, afirmou o presidente norte-americano Joe Biden em seu artigo publicado no jornal The New York Times.
Por outro lado, segundo a CNN, nas últimas semanas, os EUA e seus aliados têm dado "uma ênfase renovada na necessidade de uma solução negociada", para acabar com o conflito.
Este impulso emergente para alcançar paz negociada é o reconhecimento de que Kiev perdeu a guerra, observa Larry Johnson, um veterano da CIA e do Gabinete de Combate ao Terrorismo do Departamento de Estado.
Ao ser questionado se a autorização dos EUA de envio dos sistemas de mísseis HIMARS à Ucrânia, um pacote de assistência militar avaliado em US$ 40 bilhões (cerca de R$ 191,2 bilhões) e eventuais futuros envios de armamentos podem se tornar um fator que mudará radicalmente a situação, o especialista respondeu:
"Não, não acho que a ajuda é um fator de mudança radical da situação. [As armas] podem prolongar alguns dos combates, mas o problema para os militares ucranianos é que eles não têm unidades de manobra intactas […]. A estratégia e as táticas ucranianas até este momento têm sido basicamente de se entrincheirarem em posições fortificadas, tentando parar os russos dessa forma. O que a Rússia está fazendo é avançar metodicamente os explodindo e usando artilharia para destruir essas posições", explicou Johnson.
Recentemente em Davos, na Suíça, o ex-secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, apelou a um acordo de paz com a Rússia. Em resposta, os ucranianos o adicionaram à lista extremista Mirotvorets. Com relação ao que estaria por trás deste comportamento das elites ucranianas, o ex-analista da CIA disse que a única razão para o cessar-fogo é que a Rússia "está esmagando o Exército ucraniano".
Henry Kissinger - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2022
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Em Davos, ex-secretário de Estado dos EUA diz que Ucrânia deveria se tornar um país neutro
Ele acrescentou também que agora têm surgido notícias de que os EUA e o Reino Unido começam a intensificar pressões para realizar negociações com a Rússia com o objetivo de chegar a um cessar-fogo.
"As intensificações para uma paz negociada é simplesmente o reconhecimento de que a Ucrânia perdeu a guerra. Penso que resta saber se existe ou não uma divisão entre a liderança política de Zelensky e dos líderes militares. Em algum momento, esses líderes militares, se tiverem qualquer consideração por suas tropas, chegarão à conclusão de que estão desnecessariamente sacrificando a vida de homens jovens e de meia idade. Observa-se claramente a situação, do que está ocorrendo no terreno para ditar ou impulsionar uma mudança na política", concluiu ele.
Na semana passada, o presidente russo Vladimir Putin disse que as Forças Armadas da Rússia estão "quebrando como nozes" os sistemas de mísseis enviados pelo Ocidente e que dezenas deles já foram destruídas.
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