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Arqueólogos russos revelam pingentes de ossos humanos de mais de 8.000 anos na Carélia (FOTO)

© Sputnik / Igor PodgornyCosta do lago Onega na república russa de Carélia
Costa do lago Onega na república russa de Carélia - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2022
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Paleozoólogos estudaram pingentes de ossos encontrados em túmulo em uma ilha na Carélia, no norte da Rússia. Pelas avaliações dos especialistas, ao menos 12 de 37 artefatos achados na sepultura foram manufaturados de restos humanos.
Os cientistas russos relataram sobre essa descoberta em um artigo publicado recentemente na revista Journal of Archaeological Science: Reports.
O cemitério localizado na ilha Yuzhny Oleny, no norte do lago Onega, na Carélia, foi encontrado durante o desenvolvimento de depósitos de calcário e desenterrado por arqueólogos soviéticos no final dos anos 1940. No total foram achados 177 túmulos. A análise de radiocarbono mostrou que as sepulturas mais antigas eram datadas, no momento da escavação, de mais de 8.000 anos.
© Foto / Kristiina Mannermaa et al. Pingentes de ossos de mais de 8.000 anos encontrados na Carélia, Rússia
Pingentes de ossos de mais de 8.000 anos encontrados na Carélia, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2022
Pingentes de ossos de mais de 8.000 anos encontrados na Carélia, Rússia
A maioria dos túmulos continham corpos isolados deitados de costas, porém, também se encontraram sepulturas duplas e triplas. A maioria dos enterramentos continha também artefatos associados: ceptros de osso, artefatos de pedra e osso, punhais, pontas e pingentes.
Geralmente os pingentes foram fabricados de dentes de alces, castores ou ursos, contudo, uma série de artefatos causou dificuldades aos arqueólogos, que por muito tempo não conseguiram determinar a origem dos ossos.
No final das contas, ao menos 12 dos 37 pingentes são feitos de ossos humanos. Na opinião dos cientistas, para as pessoas antigas que viveram há cerca de oito mil anos, esse material podia não diferenciar em nada dos restos de animais, portanto, os adornos de ossos humanos não se destacam nem pela forma nem pelo tamanho.
Os arqueólogos sugerem que como matéria-prima para os pingentes podiam servir restos de familiares falecidos ou de inimigos mortos, já que uma parte dos ossos no momento da criação eram frescos e permaneciam flexíveis. No entanto, não é descartada a possibilidade de que o material possa ter sido obtido de enterramentos ainda mais antigos.
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