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Brasil pede mais tempo para 'investigações independentes' na Ucrânia antes de reunião da ONU

© Foto / Jonas Pereira / Agência SenadoPalácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília
Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2022
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O governo brasileiro não assinou uma proposta feita por cerca de 60 países para convocar na Organização das Nações Unidas (ONU) uma reunião de emergência para discutir supostas violações cometidas na Ucrânia por tropas russas.
A ONU discutirá na próxima quinta-feira (12), em caráter emergencial, os possíveis "crimes de guerra" cometidos na Ucrânia. O governo brasileiro não assinou essa proposta, apresentada por cerca de 60 países.
O Itamaraty garante, segundo informações do portal UOL, que não fará oposição à realização do encontro, mas defende que mais tempo seja dado para que investigações independentes sejam realizadas.
O pedido para a reunião de emergência é liderado por Kiev e alguns países europeus. O projeto conseguiu apoio suficiente para que o Conselho de Direitos Humanos da ONU convocasse a discussão para quinta-feira (12).
O objetivo será analisar as denúncias de supostos "crimes de guerra" por parte da Rússia e aprovar uma resolução condenando o presidente Vladimir Putin.
Para que o encontro de emergência fosse estabelecido, a proposta precisava da sanção de um terço dos 47 membros do Conselho. O número mágico foi atingido ontem (9), apesar da oposição de China, Índia e África do Sul (todos membros do BRICS).
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Ao UOL, o Itamaraty explicou sua posição. "No entendimento brasileiro, a realização de uma sessão especial sobre a Ucrânia se beneficiaria de mais tempo para o adequado transcurso das investigações sobre as violações de direitos humanos no país", disse.
Segundo a nota, o Brasil tem "favorecido o debate sobre a situação na Ucrânia nos órgãos multilaterais, em particular no âmbito das Nações Unidas, onde temos apoiado iniciativas e resoluções sobre o tema".
A publicação reforça que esse cenário repete o esforço do Brasil em manter um equilíbrio delicado no conflito da Ucrânia.
O Brasil não apoiou a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos e se absteve em outras resoluções que estabeleciam medidas contra Moscou.
Nas últimas semanas, os governos dos EUA e do Reino Unido têm elevado a pressão sobre o Brasil para que o país passe a fazer parte dos Estados que apoiam um isolamento diplomático de Putin.
O presidente dos EUA, Joe Biden, é ladeado pelo secretário de Estado, Antony Blinken, pela vice-secretária de Defesa, Kathleen Hicks, e pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, antes de assinar uma ordem executiva na Casa Branca, em Washington, EUA, em 16 de março de 2022. - Sputnik Brasil, 1920, 15.04.2022
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