Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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EUA expressam visão sobre chances de China atacar Taiwan

© Sputnik / Pavel Lisitsyn / Abrir o banco de imagensArquivo: Tropas chinesas durante exercícios conjuntos com a Rússia
Arquivo: Tropas chinesas durante exercícios conjuntos com a Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
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Para o chefe da Frota do Pacífico da Marinha dos EUA, Pequim estaria acompanhando de perto a operação especial militar da Rússia na Ucrânia e suas consequências por uma razão estratégica.
A situação na Ucrânia abriu uma janela de oportunidade "altamente imprevisível" para um possível ataque chinês à Taiwan, alertou o comandante da Frota do Pacífico da Marinha dos EUA, o almirante Samuel Paparo.
Durante uma mesa redonda com jornalistas de países do Indo-Pacífico em Washington, na segunda-feira (4), Paparo foi perguntado se ele achava que o conflito na Ucrânia e as sanções internacionais draconianas impostas à Rússia afetaram de alguma forma os planos de Pequim de trazer Taiwan de volta ao seu controle.
"A China está, sem dúvida, observando o que acontece na Ucrânia, tomando notas e aprendendo com isso [...] E eles vão melhorar suas capacidades com base no que aprenderem deste momento", respondeu ele. Mas, por conta disso, "a janela de uma potencial unificação pela força [entre a China continental e Taiwan] é altamente imprevisível", apontou Paparo.
O almirante basicamente minimizou a avaliação do então chefe do Comando Indo-Pacífico, Philip Davidson, que afirmou que um ataque chinês à ilha autogovernada poderia acontecer "nos próximos seis anos". A previsão de Davidson foi "na verdade, baseada em discursos de acesso livre" feitos pela liderança chinesa, insistiu Paparo.
Bandeira chinesa (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2022
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Agora ainda não é hora de "respirar, ou relaxar, ou ceder em nosso próprio compromisso com um 'Indo-Pacífico livre e aberto'", disse ele. "Muitos fatores complexos" entrariam em jogo se Pequim decidisse usar a força contra Taiwan, por isso era importante manter "vigilância constante", acrescentou o almirante.
O presidente da China, Xi Jinping, já alertou anteriormente que não hesitaria em usar a força contra Taiwan se a ilha tentasse cortar os laços com Pequim. Mas uma solução pacífica ainda é preferível, de acordo com as autoridades chinesas.
No entanto, lideranças de Taipé têm expressado vontade de lutar por sua soberania contra a China, usando o recém adquirido sistema de defesa antiaérea Patriot que compraram dos EUA.
Apesar de reconhecer Pequim como a única autoridade legítima na China desde 1979, os americanos mantêm laços não oficiais com Taiwan e apoiam ativamente o impulso de independência da ilha.
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