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Putin assina decreto sobre comércio de gás com 'países hostis'

© Sputnik / Mikhail KlimentyevVladimir Putin, presidente da Rússia, em reunião remota sobre a indústria de aviação russa, 31 de março de 2022
Vladimir Putin, presidente da Rússia, em reunião remota sobre a indústria de aviação russa, 31 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2022
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O presidente da Rússia referiu ter assinado um decreto regendo as relações de comércio do gás russo com os "países hostis".
Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou na quinta-feira (31) ter assinado um decreto sobre o comércio do gás natural com os "países hostis".
"Hoje assinei um decreto que estabelece as regras para o comércio do gás natural russo com os chamados Estados hostis", disse Putin em uma reunião sobre a indústria da aviação.
O presidente russo afirmou que os contratos em vigor de compra de gás russo serão parados se o pagamento não for realizado em rublos.
"Ninguém nos vende nada de graça, e nós também não pretendemos fazer caridade. Ou seja, os contratos vigentes serão parados", apontou ele.
"Na realidade o que está acontecendo, o que já aconteceu: fornecemos aos consumidores europeus nossos recursos, neste caso, o gás, eles o receberam e nos pagaram em euros, que depois eles próprios congelaram. Neste aspecto há todos os motivos para acreditar que parte do gás entregue à Europa foi fornecido, de fato, de graça", segundo Putin.
Ele acrescentou que isso, "claro, não pode continuar assim".
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"Ademais, no caso de novos fornecimentos de gás e seu pagamento pelo esquema tradicional, novas entradas financeiras em euros ou dólares também podem ser bloqueadas."
"Esse desenvolvimento da situação é bastante expectável, ainda por cima com alguns políticos no Ocidente falando disso, falando publicamente. Além disso, os chefes de governo dos Estados-membros da União Europeia estão falando nessa mesma linha", sublinhou o presidente da Rússia.
O presidente russo também declarou que os EUA estão tentando fazer a Europa mudar para o gás natural liquefeito (GNL) americano mais caro, prejudicando a competitividade das empresas europeias.
"Os mercados mundiais estão caindo, enquanto os preços das ações das empresas do complexo industrial-militar americano apenas crescem. Os capitais estão fluindo para os EUA, privando outras partes do mundo de recursos para desenvolvimento", destacou o alto responsável da Rússia.
"As tentativas de fazer mudar a todo o custo para o GNL americano caro estão na mesma linha. Como resultado, os europeus não estão apenas sendo forçados a gastar seu dinheiro, mas, basicamente, minar com suas próprias mãos a competitividade das empresas europeias, retirando-as do mercado global", observou ele.
O decreto de Putin diz respeito apenas ao fornecimento por gasodutos da empresa estatal russa Gazprom e também se aplica a todos os contratos com empresas registradas em países hostis, indica o documento, que estipula o pagamento nessas condições em rublos.
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Segundo a lei de exportação do gás russa, apenas a Gazprom tem o direito de exportar gás em estado gasoso, ou seja, através de gasodutos.
Em resposta à declaração de Putin, o preço de referência do gás a nível europeu, o índice TTF (Title Transfer Facility) holandês subiu para US$ 1.450 (R$ 6.944,20) por 1.000 metros cúbicos, informou a bolsa de valores ICE sediada em Londres, Reino Unido.
Os preços dos futuros do gás no TTF para abril atingiram US$ 1.448 (R$ 6.934,62).
Olaf Scholz, chanceler da Alemanha, já respondeu em um briefing à assinatura do decreto por Putin.
"A resposta é muito curta. Nós vimos os contratos na base dos quais é feito o fornecimento do gás e outros fornecimentos. Lá está escrito que o pagamento é feito em euros. Às vezes em dólares, mas, regra geral, em euros. Deixei muito claro em conversa com o presidente russo que isso continuará assim", disse Scholz, adicionando que "para as companhias se mantém que elas querem pagar em euros".
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