Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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BRICS deve reduzir sua dependência do dólar americano, opina financista da China

© AP Photo / Pavel GolovkinDa esquerda para a direita, Xi Jinping, presidente da China, Vladimir Putin, presidente da Rússia, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, após reunião do BRICS no Palácio do Itamaraty em Brasília, Brasil, 14 de novembro de 2019
Da esquerda para a direita, Xi Jinping, presidente da China, Vladimir Putin, presidente da Rússia, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, após reunião do BRICS no Palácio do Itamaraty em Brasília, Brasil, 14 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 09.03.2022
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Nas novas condições existentes na arena internacional, o BRICS pode se tornar uma força estabilizadora global. Para isso, a organização deve aumentar sua capacidade de lidar com os riscos, disse em entrevista à Sputnik uma especialista chinesa.
Na opinião de Liu Ying, cientista do Instituto de Pesquisa de Finanças de Chongyang da Universidade Renmin da China, é importante entender que o mundo enfrenta agora múltiplos riscos: a pandemia da COVID-19 ainda não passou, a recuperação econômica desacelerou e permanece ainda a pressão tripla – a redução de demanda, o choque de oferta e o enfraquecimento de expectativas. Entretanto, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia seguido por uma onda de sanções antirrussas introduziram uma incerteza adicional ao desenvolvimento global.
De acordo com as palavras da analista, nesse contexto os países-membros do BRICS devem desempenhar um papel significativo na restauração da economia mundial e governação global, mas também assumir uma função de estabilizador, motor e fonte do crescimento.
"Em meio à atual situação internacional instável, quando o Sistema de Reserva Federal dos EUA está elevando as taxas de juro e endurecendo a política monetária, a segurança energética global, segurança alimentar, segurança das cadeias de suprimentos e a estabilidade financeira devem estar no foco da atenção dos países do BRICS, essas são áreas onde é possível obter resultados", ressaltou a especialista.
A financista notou ainda que "se os Estados do BRICS conseguirem virar um pilar forte nessas questões, então eles se transformarão inevitavelmente em uma força estabilizadora da sustentabilidade e do desenvolvimento global, para criar assim uma nova situação nas relações internacionais".
Liu Ying pondera que os países do BRICS devem demonstrar mais resolução para seguir várias estratégias em resposta aos diferentes desafios globais.
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Por exemplo, aponta ela, devido à crise ucraniana, Washington e o Ocidente impõem em conjunto sanções contra a Rússia. Ao mesmo tempo, os EUA podem atrair a Índia com sua Estratégia do Indo-Pacífico, enquanto o Ocidente pode tentar introduzir discórdia na cooperação crescente do BRICS, o que levaria à dissolução da associação.
"Uma vez que no momento atual a Rússia está sob sanções conjuntas dos EUA e Europa, os países do BRICS devem mostrar coragem e sabedoria em resposta às restrições norte-americanas, que podem ainda ser estendidas. Nós devemos tratar com cuidado as sanções ocidentais e introduzir nossas próprias alternativas, que reduzam ao mínimo os danos e incerteza", sublinhou.
Do ponto de vista da especialista, é impossível ignorar o que acontece, uma vez que as sanções trazem perdas desnecessárias. Portanto, a organização não deve rejeitar a cooperação com Moscou por causa das sanções, em vez disso é importante fortalecer os laços do BRICS para se protegerem das restrições americanas e europeias, inclusive através de novas alternativas.
Em particular, pode se fortalecer a cooperação intergovernamental em várias direções, tal como "favorecer transações comerciais entre os países do BRICS em moedas nacionais, bem como a regionalização e internacionalização de moedas nacionais, emitir obrigações em moedas nacionais, reduzir a dependência do dólar e aumentar sua capacidade de lidar com os riscos", resumiu.
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