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Casa Branca promete à Rússia sanções mais severas que as de 2014

© REUTERS / Evelyn HocksteinVisitantes olham para a Casa Branca durante tempestade de neve em Washington, EUA, 3 de janeiro de 2022
Visitantes olham para a Casa Branca durante tempestade de neve em Washington, EUA, 3 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2022
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A administração de Joe Biden, presidente dos EUA, disse estar pronta para introduzir, em conjunto com a União Europeia, sanções antirrussas imediatas, e não graduais, mais duras que em 2014.
Os EUA estão preparando sanções simultâneas, e não graduais, à Rússia, caso tente invadir a Ucrânia, anunciou na terça-feira (25) um alto representante da Casa Branca.
"Estamos prontos para introduzir sanções com consequências em larga escala que não consideramos em 2014. O gradualismo [das sanções] está fora, desta vez começamos no topo", revelou ele em briefing de imprensa telefônico.
"Além das sanções financeiras, que têm um efeito imediato e visível no dia em que são implementadas, também estamos preparados para impor novos controles de exportação", disse.
A recente queda do rublo demonstra a eficácia das sanções econômicas à Rússia que os EUA e aliados podem introduzir em caso de uma escalada na Ucrânia, referiu o funcionário, que aponta à atual situação com a moeda russa e à possibilidade de um default como provas disso.
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Além disso, apesar de os passos dos EUA e da União Europeia poderem ser diferentes, eles perseguiriam os mesmos objetivos, comunicou o membro da administração do presidente norte-americano Joe Biden.
"Embora nossas ações e as ações da União Europeia possam não ser idênticas, estamos unidos na vontade de criar grandes consequências à Rússia, infligir um golpe imediato e forte [...] tornar sua economia mais frágil e sufocar a ambição de [presidente russo Vladimir] Putin de exercer influência no cenário mundial", acrescentou, mencionando que os países ocidentais poderão não se limitar a essas medidas, e que "praticamente todas as hipóteses estão em cima da mesa".
A Rússia tem negado repetidamente ter intenções agressivas contra a Ucrânia, dizendo que a movimentação de tropas dentro de suas fronteiras não deve preocupar ninguém, e explica ao mesmo tempo que isso é em resposta à militarização junto das fronteiras russas por parte da OTAN, incluindo na Ucrânia, que não é oficialmente Estado-membro.
Em dezembro Moscou propôs projetos de acordo que visavam um novo ambiente de segurança europeu, incluindo a não colocação de mísseis, tropas e realização de exercícios militares na proximidade entre a Rússia e a OTAN. O Kremlin também rejeitou uma continuação da expansão da Aliança Atlântica, e instou a organização a deixar de aproveitar militarmente o território de vizinhos russos. No entanto, as negociações entre os dois lados não têm tido sucesso até agora.
Após um golpe de Estado em 2014 que retirou do poder Viktor Yanukovich, presidente eleito da Ucrânia, foi realizado na Crimeia um referendo em que a esmagadora maioria dos habitantes votou para regressar à Rússia. Em resposta, o Ocidente impôs várias sanções à Rússia e a expulsou do G8, enquanto Moscou respondeu com sanções aos países ocidentais.
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