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Encontrado na Costa Rica crânio de cachorro de 12.000 anos, o mais velho na América Central (FOTO)

© Fotolia / MeisoneEscovações arqueológicas (imagem referencial)
Escovações arqueológicas (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 16.10.2021
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Um fóssil de osso de mandíbula pode provar que os cachorros domésticos viveram na América Central há 12.000 anos. Os cachorros e seus donos provavelmente viveram junto com animais enormes, de acordo com um estudo de cientistas latino-americanos.
Durante uma escavação em 1978 em Nacaome, no nordeste da Costa Rica, foram encontrados restos de ossos do Pleistoceno tardio, segundo AFP.
Mais tarde, os arqueólogos, durantes as escavações que começaram na década de 1990, encontraram os restos de um cavalo gigante (Equus sp), um gliptodonte (tatu gigante), um mastodonte (ancestral do elefante moderno) e um pedaço de mandíbula que inicialmente se pensava ser o crânio de um coiote.
"Quando começamos a estudar os fragmentos de osso, começamos a ver características que poderiam pertencer a um cachorro", disse o pesquisador Guillermo Vargas.
"Então continuamos estudando, o [crânio] escaneamos […] e isso mostrou que era um cachorro que vivia com os humanos há 12.000 anos na Costa Rica", revelou.
A presença de cachorros é um sinal de que os humanos também viveram em um local. Os pesquisadores acharam que era estranho que os restos fossem classificados como coiote, dado que este animal chegou à Costa Rica apenas no século XX.
O coiote é um parente do cachorro doméstico, mas ele tem mandíbula diferente e os dentes mais pontiagudos. Os cachorros comem as sobras da comida humana, por isso seus dentes não são tão importantes para sua sobrevivência, conforme Vargas.
© AFP 2021 / Proyecto XuloCrânio de um cachorro encontrado na Costa Rica
Crânio de um cachorro encontrado na Costa Rica - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Crânio de um cachorro encontrado na Costa Rica
"Os primeiros cachorros domésticos chegaram ao continente há cerca de 15.000 anos, um produto da migração asiática através do estreito de Bering", afirmou o biólogo e zooarqueólogo Raul Valadez. "Nunca houve cachorros sem pessoas."
A presença de humanos durante o Pleistoceno foi comprovada no México, Chile e Patagonia, mas nunca na América Central, até agora. "Este poderia ser o cachorro mais velho nas Américas", sublinhou Vargas.
Até hoje, os restos mais antigos de cachorro foram encontrados no Alasca e têm 10.150 anos. A nova descoberta pode se tonar a primeira evidência de que os humanos viveram na atual Costa Rica durante um período muito anterior.
A Universidade de Oxford (Reino Unido) propôs realizar testes de datação por carbono e de DNA dos restos da mandíbula para descobrir mais informação genética sobre o animal e sua idade.
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