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Descobertas evidências de raro processo subatômico jamais provado

© AFP 2021 / Valentin FlauraudSolenoide de Múon Compacto (CMS) fotografado em um túnel do Grande Colisor de Hádrons (LHC) na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)
Solenoide de Múon Compacto (CMS) fotografado em um túnel do Grande Colisor de Hádrons (LHC) na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2021
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De acordo com os pesquisadores, experiências como estas "fornecem informação importante" para compreender a força que une as partículas.
Uma equipe internacional de cientistas publicou um estudo na revista Physical Review Letters, onde afirma ter encontrado evidências de um estranho processo subatômico que foi proposto pelo físico russo Lev Landau na década de 1950, e que jamais foi provado: a singularidade triangular.
Durante este processo, duas partículas (chamadas kaons) trocam identidades antes de se afastarem uma da outra.
Os kaons formam dois pontos do triângulo, enquanto as partículas que trocam formam o terceiro ponto, explica o portal ScienceAlert.
Através das análises de dados de um acelerador de partículas, os pesquisadores detectaram que "as partículas envolvidas trocavam de quarks e mudavam suas identidades no processo", segundo Bernhard Ketzer, coautor do estudo.
Para compreender esta força, os cientistas utilizaram um píon, um tipo de partícula subatômica que é composto por um quark e um antiquark.
Ao aplicar energias extremamente altas dentro do acelerador de partículas, o quark e o antiquark começam a se separar.
No entanto, ao contrário de outras forças fundamentais da natureza, que enfraquecem com a distância, a força que une estas partículas se torna mais intensa à medida que se separam.
Finalmente, este vínculo é rompido, liberando toda a energia contida, convertendo-se na matéria que cria novas partículas.
"Experimentos como esses, portanto, fornecem informações importantes sobre esta forte interação", observa Ketzer.
Algumas das novas partículas criadas são kaons (também compostos por um quark e um antiquark) e, em raras ocasiões, dois kaons se deslocam em direções opostas, e se decompõem em partículas mais estáveis.
Porém, antes disso, trocam um de seus quarks entre si, transformando-se durante o processo. Essa é, justamente, a singularidade triangular, pois ao traçar as trajetórias das partículas individuais após a colisão inicial, o par de kaons forma duas pernas e as partículas trocadas formam uma terceira entre elas, adquirindo uma forma triangular.
Embora os físicos tenham previsto a singularidade triangular por mais de meio século, este experimento é o mais próximo que chegaram de observar este processo, significando um grande avanço para compreender a força que une as partículas.
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