Desonesta e prejudicial: ex-chefe da inteligência americana define China como 'principal ameaça'

© REUTERS / Frederic J. BrownO secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.08.2021
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John Ratcliffe, que entre maio de 2020 e janeiro de 2021 ocupou o cargo de diretor da Inteligência Nacional dos EUA, assegura que a China é a "principal ameaça para a segurança nacional" de seu país.

"É um concorrente ilícito e desonesto no mercado mundial [...] Além disso, o que é mais importante, é nosso adversário número um, nossa principal ameaça para a segurança nacional", observou em uma entrevista à Fox News.

Neste sentido, o político advertiu que Pequim quer submeter Washington às regras e à ordem chinesas no mercado mundial.

"Não há país que tenha feito mais para prejudicar a economia mundial ou os cidadãos do mundo nos últimos anos do que a China [...] responsável por milhões e milhões de mortes pela COVID-19 e por ações para encobri-la", acusou Ratcliffe.

"Portanto, já é hora de termos uma discussão honesta sobre quem é a China e não permitir que estas falsas narrativas sejam perpetradas", concluiu.

Quando estava no comando da Inteligência norte-americana durante a presidência de Donald Trump, Ratcliffe afirmou que o país asiático representava "a maior ameaça para a democracia e a liberdade em todo o mundo desde a Segunda Guerra Mundial".

"Muitas das principais iniciativas públicas e de empresas de destaque da China oferecem apenas uma cobertura para as atividades do Partido Comunista Chinês", indicou, acusando o país asiático de roubo de propriedade intelectual e de espionagem econômica.

Segundo Ratcliffe, o presidente chinês Xi Jinping tem um "plano agressivo para converter a China na principal potência militar do mundo" e, para isso, o gigante asiático está roubando tecnologia militar norte-americana.

Pouco depois da publicação da declaração, Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, denunciou que os EUA estão praticando "a típica duplicidade de critérios", ressaltando que o verdadeiro propósito deste tipo de acusações é "criar desculpas para justificar o bloqueio de alta tecnologia contra a China", o que, eventualmente, "prejudicará os interesses da China, dos EUA e do mundo inteiro".

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