Após descoberta de nova variante da COVID-19 na Índia, Alemanha e Irã restringem viagens ao país

© REUTERS / Adnan AbidiEm Nova Deli, na Índia, um profissional de saúde move uma paciente de COVID-19 em meio ao pico da pandemia no país, em 24 de abril de 2021
Em Nova Deli, na Índia, um profissional de saúde move uma paciente de COVID-19 em meio ao pico da pandemia no país, em 24 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.04.2021
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Autoridades da Alemanha e do Irã anunciaram limitações temporárias no tráfego de passageiros com a Índia, onde uma nova variante do vírus SARS-CoV-2, com mutação tripla, foi descoberta no início desta semana.

A decisão dos dois países vem em meio ao avanço acelerado da COVID-19 na Índia. Nas últimas semanas, o país tem relatado uma explosão do número de casos diários da doença. Apenas na sexta-feira (23), mais de 346 mil novos casos de COVID-19 foram confirmados no país asiático. A piora instalou um caos hospitalar no país, incluindo a escassez de oxigênio para pacientes em diversas regiões.

Na quarta-feira (21), uma variante do vírus, denominada B.1.618, foi descoberta no estado indiano de Bengala Ocidental, no leste da Índia, aumentando ainda mais a preocupação das autoridades com a atual situação da pandemia no país.

Em reação, neste sábado (24), o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou em entrevista publicada pelo jornal Bild que seu país limitará as viagens com a Índia.

"Para não prejudicar nossa campanha de vacinação, precisamos limitar significativamente nosso tráfego de passageiros com a Índia", disse o ministro. A partir da noite do domingo (25), apenas cidadãos alemães poderão cruzar a fronteira da Índia para a Alemanha.

Além disso, Spahn também afirmou que a Alemanha adicionará a Índia à sua lista de países de alto risco em breve. Todas as pessoas com mais de seis anos que viajam de tais países devem fazer um teste de COVID-19 e isolar-se na chegada ao território alemão.

© REUTERS / Adnan Abidi Familiares usando equipamento de proteção individual assistem ao funeral de um homem que morreu da COVID-19 em um crematório de Nova Deli, Índia, 21 de abril de 2021
Após descoberta de nova variante da COVID-19 na Índia, Alemanha e Irã restringem viagens ao país - Sputnik Brasil, 1920, 24.04.2021
Familiares usando equipamento de proteção individual assistem ao funeral de um homem que morreu da COVID-19 em um crematório de Nova Deli, Índia, 21 de abril de 2021

Já o Irã anunciou que proibirá totalmente o tráfego aéreo com a Índia, bem como com o Paquistão, a partir da noite do domingo (25), de acordo com o porta-voz da Organização de Aviação Civil iraniana, Hassan Zibakhsh.

"As limitações de voos se aplicam a 41 países", disse Zibakhsh, conforme citado pela agência de notícias iraniana Mehr.

Cientistas indianos acreditam que a nova variante descoberta no país tem transmissão mais rápida do que qualquer outra anteriormente conhecida e infecta adultos e jovens da mesma forma.

A Índia, um dos principais fabricantes de vacinas do mundo, tem uma das campanhas de vacinação contra a COVID-19 mais avançadas do planeta, em números absolutos. Conforme o painel do site Our World in Data, o país já aplicou pelo menos uma dose de vacina contra o novo coronavírus em mais de 115 milhões de pessoas. A Índia, porém, tem a segunda maior população do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, o que dificulta a tarefa de imunização coletiva.

O país é um dos mais impactados pela pandemia até agora, sendo o segundo colocado em números absolutos de casos da doença, com cerca de 16,6 milhões de casos confirmados - atrás apenas dos Estados Unidos. Quase 190 mil indianos morreram de COVID-19 desde o início da crise. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

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