Alberto Fernández responde a Bolsonaro sobre atuação de militares argentinos na pandemia

© AFP 2022 / Esteban Collazo/Presidência da ArgentinaO presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante pronunciamento.
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante pronunciamento. - Sputnik Brasil, 1920, 15.04.2021
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, respondeu, nesta quinta-feira (15), a crítica feita pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre as novas medidas para conter o avanço da pandemia do coronavírus anunciadas pelo governo argentino.

Bolsonaro foi às redes sociais e compartilhou uma notícia sobre uma suposta utilização do Exército da Argentina para controle e fiscalização de um toque de recolher, que, segundo Bolsonaro, seria das 20h às 8h.

​As duas informações veiculadas pelo presidente brasileiro, no entanto, foram rebatidas por Fernández. Segundo o presidente argentino, a Polícia Federal do país será o órgão responsável por atuar na fiscalização das medidas, não o Exército. Outro ponto compartilhado pelo presidente brasileiro que estaria equivocado é o horário do toque de recolher, que será, na verdade, das 20h às 6h.

"Seria preciso explicar ao Bolsonaro como funciona a Constituição. Em primeiro lugar, não há toque de recolher na Argentina, as Forças Armadas não fazem segurança interna", declarou o argentino, citado pelo jornal Clarín.

Segundo Fernández, as Forças Armadas da Argentina defendem a democracia.

"Valorizo ​​muito nosso Exército, nossa Marinha e nossa Força Aérea. São chefes que não participaram dos acontecimentos aberrantes dos anos 70, são oficiais que fizeram a carreira com honestidade, defendem a democracia e as instituições", acrescentou o chefe de Estado.

Fernández também frisou que não declarou estado de sítio e que não tem intenção de anunciar medidas desse tipo.

"As Forças Armadas estão aí para dar apoio às pessoas em situações catastróficas, uma pandemia é uma situação catastrófica. É chocante que Bolsonaro diga uma coisa dessas", completou.
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