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EUA, Reino Unido e Canadá fazem apelo para China acabar com 'práticas repressivas' em Xinjiang

© REUTERS / Thomas PeterOs trabalhadores caminham pela cerca do perímetro do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais em Dabancheng, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, China, 4 de setembro de 2018
Os trabalhadores caminham pela cerca do perímetro do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais em Dabancheng, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, China, 4 de setembro de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 22.03.2021
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Os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Austrália divulgaram nesta segunda-feira (22) uma declaração conjunta pedindo à China que pare com as "práticas repressivas" na província de Xinjiang.

A China é acusada realizar graves violações de direitos humanos como prisões arbitrárias, tortura e trabalho forçado, contra uigures e pessoas de outros grupos minoritários na província de Xinjiang. Em janeiro, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que acredita que o tratamento dado pela China aos uigures equivale a genocídio.

"Estamos unidos no pedido para que a China ponha fim às suas práticas repressivas contra os muçulmanos uigures e membros de outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang, e que liberte os detidos arbitrariamente", diz o comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos norte-americano.

As acusações de genocídio da administração norte-americana seriam justificadas por estudos que sugerem que a "intenção de prevenir nascimentos" dentro de um determinado grupo racial e "ter campos de punição" em Xinjiang se enquadram na Resolução 260 da Organização das Nações Unidas (ONU), geralmente conhecida como convenção do genocídio.

© REUTERS / Frederic J. BrownDelegação chinesa liderada por Yang Jiechi (centro) e Wang Yi (segundo à esquerda) durante reunião com homólogos norte-americanos em Anchorage, Alasca, 18 de março de 2021
EUA, Reino Unido e Canadá fazem apelo para China acabar com 'práticas repressivas' em Xinjiang - Sputnik Brasil, 1920, 22.03.2021
Delegação chinesa liderada por Yang Jiechi (centro) e Wang Yi (segundo à esquerda) durante reunião com homólogos norte-americanos em Anchorage, Alasca, 18 de março de 2021

No entanto, os tribunais internacionais e a ONU ainda não declararam que as condições em Xinjiang caracterizam genocídio.

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, por sua vez, rechaçou as críticas dos países ocidentais, descrevendo as alegações de genocídio como "mentiras descaradas". 

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