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Imunologista russo responde às principais perguntas sobre anticorpos contra coronavírus

© Sputnik / Aleksei SukhorukovAmostras de sangue para testar quantidade de anticorpos, em laboratório de Tambov, Rússia
Amostras de sangue para testar quantidade de anticorpos, em laboratório de Tambov, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 09.03.2021
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Em entrevista à Sputnik, o imunologista Vladislav Zhemchugov esclareceu quando é necessário medir a quantidade de anticorpos e se esta quantidade interfere na proteção contra COVID-19.

Segundo o imunologista russo, não vale a pena determinar o nível de anticorpos contra SARS-CoV-2 no organismo logo após vacinação ou recuperação da infecção.

"Após vacinação, não faz sentido medir a quantidade de anticorpos, uma vez que, esta [quantidade] não muda nada, [pois] há uma resposta imunológica, existe uma proteção e é impossível fortalecê-la", respondeu o imunologista.

Neste caso, os indícios quantitativos relacionados a anticorpos não dão uma representação sobre o nível de proteção do organismo, explicou. Se houver anticorpos, então, a resposta imunológica foi produzida. Vale se lembrar do fato de que o sistema imune é composto por vários componentes, e a correlação entre eles é individual para cada pessoa, adicionou o médico.

Anticorpos vão caindo com o tempo?

A quantidade de anticorpos produzidos pelo organismo depois de vacinação ou doença diminui inevitavelmente com tempo. Apesar disso, a pessoa permanece sendo protegida, afirma Zhemchugov, que também é especialista em infecções perigosas.

"As células de memória são mantidas, e, em caso de contato recorrente com vírus, são ativadas subitamente em um período de dois dias, e não em três semanas, como após primeiro contato. E o sistema imune, por estar ativado, mata vírus em contato recorrente no prazo de dois ou três dias, no máximo", ressaltou.

Quando faz sentido medir nível de anticorpos?

Zhemchugov recomenda medir a quantidade de anticorpos quando uma pessoa planeja tomar a vacina após recuperação da infecção pelo novo coronavírus. Se a pessoa se recuperou da COVID-19 há não mais de seis meses, vale a pena saber quantos anticorpos seu organismo produziu.

"Se existem anticorpos e uma pessoa sabe que foi infectada dentro de seis meses, então a vacinação não é obrigatória", considera o médico.

Em quais casos dá para tomar uma só injeção da vacina?

Se uma pessoa adoeceu há um ano e a quantidade de anticorpos está baixa, então é preferível tomar uma única injeção da vacina, recomenda o imunologista.

"Se há anticorpos, isto é, uma pessoa recuperou-se, então é conveniente se vacinar uma só vez – se ela considera que há poucos anticorpos e está preocupada com isso. Uma só injeção da vacina seria suficiente para ativar as células de memória. Ou seja, se a pessoa adoeceu há cerca de um ano", comentou o imunologista.

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