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Revelação inédita indica local de origem de partículas solares nocivas à Terra

© Foto / Pixabay / jette55Plasma do Sol (imagem referencial)
Plasma do Sol (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 05.03.2021
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Pesquisadores estabeleceram a origem exata das partículas de alta energia potencialmente perigosas liberadas do Sol durante as ejeções de massa coronal de nossa estrela.

Um estudo da atividade solar permitiu estabelecer "pela primeira vez de onde surgem exatamente as partículas energéticas solares" que têm efeitos nocivos em nosso planeta, comunicou o Colégio da Universidade de Londres no dia 4 de março.

A equipe da cientista Stephanie Yardley se focou em um evento solar ocorrido em janeiro de 2014 e que durou vários dias.

Os cientistas escolheram este evento porque ele implicou uma forte ejeção de massa corporal que atingiu nosso planeta, permitindo que os equipamentos registrassem suas consequências, tanto na órbita como na superfície terrestre.

De acordo com Stephanie Yardley, os dados "reforçam as teorias de que estas partículas altamente carregadas têm origem no plasma que é mantido na parte inferior na atmosfera do Sol por fortes campos magnéticos". Estas partículas energéticas, uma vez liberadas, são então aceleradas por erupções e expulsas para o exterior a uma velocidade de alguns milhares de quilômetros por segundo.

Yardley indicou que estas partículas podem chegar à Terra "rapidamente, de vários minutos a poucas horas", e que estes eventos duram dias.

Os especialistas descobriram que as partículas que chegaram até os satélites tinham a mesma assinatura química, com uma abundância de silício, que o plasma confinado próximo da parte superior da cromosfera do Sol.

O novo estudo, publicado na revista Science Advances, comprova que as fontes destas partículas não são as mesmas que o vento solar lento ou o rápido. As partículas de alta energia liberadas em janeiro de 2014 vieram de uma região volátil do Sol que tinha frequentes erupções solares e um campo magnético extremamente forte. A região, conhecida como 11944, era uma das maiores regiões ativas do Sol na época e era visível aos observadores na Terra como uma mancha escura na superfície do Sol.

"Entendendo melhor os processos do Sol, podemos melhorar as previsões para que, quando uma grande tempestade solar nos atingir, tenhamos tempo de agir para reduzir os riscos", diz a cientista.

Conhecer melhor o que está passando no Sol é, pois, essencial para tomar medidas com antecedência, visto que, até o momento, isso só é possível algumas horas antes dos eventos.

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