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Defensoria da União pede que Enem seja suspenso por falta de segurança sanitária

© Folhapress / Juca VarellaProva do Enem Prova do ENEM na Unicsul, em São Miguel Paulista, onde mais de 8 mil candidatos eram esperados para o exame. Candidata faz prova em uma das salas da Unicsul
Prova do Enem Prova do ENEM na Unicsul, em São Miguel Paulista, onde mais de 8 mil candidatos eram esperados para o exame. Candidata faz prova em uma das salas da Unicsul - Sputnik Brasil
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Nesta segunda-feira (18), a Defensoria Pública da União pediu a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por falta de segurança em meio à pandemia da COVID-19.

Conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, a Defensoria Pública fez um novo pedido de suspensão do Enem para impedir a realização da segunda prova do exame, marcada para o domingo (24). O pedido foi feito à Justiça Federal de São Paulo.

A Defensoria baseou o novo pedido nos problemas registrados no primeiro dia de aplicação do Enem, no domingo (17). Segundo o órgão, esses problemas mostram que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mentiu aos candidatos e também à Justiça sobre a garantia de medidas de segurança sanitária na aplicação do exame.

© Folhapress / Leandro Ferreira /FotoarenaCandidatos esperam para início de prova do vestibular da Fuvest, em São Paulo, realizada no dia 11 de janeiro, uma semana antes do Enem
Defensoria da União pede que Enem seja suspenso por falta de segurança sanitária - Sputnik Brasil
Candidatos esperam para início de prova do vestibular da Fuvest, em São Paulo, realizada no dia 11 de janeiro, uma semana antes do Enem

O Enem de 2020, adiado para janeiro deste ano, teve o maior índice de abstenção da história da prova. A maioria dos inscritos não fez o Enem e a abstenção chegou a 51,5%. O pior índice de abstenção até agora havia ocorrido em 2009, quando a proporção de ausentes alcançou 37,7% dos inscritos. Além disso, houve registro de alunos que foram barrados em salas lotadas em diversos estados.

Apesar da abstenção recorde o ministro da Educação brasileiro, Milton Ribeiro, afirmou no domingo (17) que aplicação do exame foi um sucesso, tendo em vista que a prova foi realizada em meio à pandemia da COVID-19. Na terça-feira (12), o ministro Ribeiro já havia afirmado que uma "minoria barulhenta" queria adiar o Enem.

Apesar da aplicação para quase três milhões de estudantes, a prova foi suspensa por causa do avanço da pandemia em dois estados: Amazonas e Rondônia.

Ao menos 10.171 estudantes já pediram a reaplicação do exame por suspeita de COVID-19, dos quais 1.191 pedidos foram negados. A reaplicação do exame está marcada para os dias 23 e 24 de fevereiro.

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