Galáxia distante que entra em erupção a cada 114 dias é descoberta (VÍDEO, FOTO)

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Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um "gêiser cósmico" que entra em erupção frequentemente.

Para realizar a descoberta, uma equipe internacional de astrônomos utilizou diferentes dados de missões espaciais, estudando 20 explosões seguidas de um evento chamado ASASSN-14ko.

O ASASSN-14ko foi detectado pela primeira vez no dia 14 de novembro de 2014, quando ocorreu na ESO 253-3, uma galáxia ativa (galáxias com centros excepcionalmente brilhantes e variáveis) a mais de 570 milhões de anos-luz de distância.

Galáxias ativas podem produzir mais energia que todas as suas estrelas combinadas, incluindo níveis de luz visível, ultravioleta e de raios X mais elevados do que esperado.

Astrônomos acreditam que a emissão adicional seja proveniente das proximidades de um buraco negro supermassivo central da galáxia.

"Acreditamos que um buraco negro supermassivo no centro da galáxia cria as explosões, já que consome parcialmente uma estrela gigante em órbita", afirmou Anna Payne, astrônoma da Universidade do Havaí e coautora do estudo.

Medições recentes sugerem que houve interações entre os discos de dois buracos negros supermassivos na órbita no centro da galáxia, contudo, não orbitam suficientemente próximo para explicar a frequência das explosões.

"Há evidência da existência de um segundo buraco negro supermassivo naquela galáxia", afirmou o doutor Chris Kochanek, coautor do estudo.

© Foto / Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA/Chris Smith (USRA/GESTAR)Representação da galáxia ativa que registra erupções a cada 114 dias
Galáxia distante que entra em erupção a cada 114 dias é descoberta (VÍDEO, FOTO) - Sputnik Brasil
Representação da galáxia ativa que registra erupções a cada 114 dias

Os astrônomos também acreditam em outro cenário para explicar esta frequência: evento de ruptura parcial de marés.

Este evento ocorre quando uma estrela se aproxima demais de um buraco negro, fazendo com que as forças gravitacionais criem intensas marés que rompem a estrela em um fluxo de gás.

A parte final do fluxo escapa do sistema, enquanto a parte principal gira em torno do buraco negro, fazendo com que ocorram as brilhantes erupções vistas pelos astrônomos, após o gás derramado golpear o disco de acreção do buraco negro.

Com isso, os autores do estudo pretendem obter novos dados que possam ajudá-los a identificar e estudar novos fenômenos e eventos.

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