Procurador decide não acusar criminalmente policial que atirou 7 vezes em Jacob Blake

© AP Photo / Morry GashJustin Blake, tio de Jacob Blake, lidera um protesto em que pede a condenação de Rusten Sheskey, policial de Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, que atirou contra seu sobrinho sete vezes.
Justin Blake, tio de Jacob Blake, lidera um protesto em que pede a condenação de Rusten Sheskey, policial de Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, que atirou contra seu sobrinho sete vezes. - Sputnik Brasil
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Um procurador do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (5) que não vai acusar formalmente o policial Rusten Sheskey por ter atirado em Jacob Blake, um homem negro, ferido na cidade de Kenosha em agosto do ano passado.

Blake foi baleado sete vezes durante uma abordagem feita por Sheskey, ficou internado em estado grave e perdeu o movimento das pernas. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Jacob Blake sendo levado até um carro enquanto é seguido por dois policiais armados. Após ele abrir a porta do veículo, os agentes de segurança começam a atirar.

© AP Photo / Departamento de Justiça de WisconsinRusten Sheskey, policial de Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, que atirou sete vezes em Jacob Blake.
Procurador decide não acusar criminalmente policial que atirou 7 vezes em Jacob Blake - Sputnik Brasil
Rusten Sheskey, policial de Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, que atirou sete vezes em Jacob Blake.

Familiares de Blake criticaram a decisão e disseram que ela pode encorajar policiais a agirem com truculência durante uma abordagem policial.

"Isso vai pesar nesta cidade e neste estado nos próximos anos", disse Justin Blake, tio de Jacob.

A defesa do policial argumentou que Sheskey só atirou depois que viu Blake segurando uma faca. As informações foram publicadas pelo jornal norte-americano The Washington Post.

As imagens de Sheskey atirando sete vezes em Blake, feitas por uma pessoa que acompanhava a abordagem, viralizaram à época.

O episódio contribuiu para a intensificação dos protestos contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos que já estavam em andamento desde a morte de George Floyd, três meses antes.

© AP Photo / Morry GashCarro em chamas durante protestos no distrito de Kenosha, onde foi baleado pela polícia o homem afro-americano Jacob Blake
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Carro em chamas durante protestos no distrito de Kenosha, onde foi baleado pela polícia o homem afro-americano Jacob Blake

O procurador Michael Graveley disse que a decisão de não acusar o agente foi baseada em uma revisão de mais de 40 horas de vídeo da abordagem e mais de 200 relatórios, totalizando mais de 1.500 páginas.

Os advogados que representam Blake negam a versão que ele estivesse com uma faca e que ofereceria perigo aos policiais.

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