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Presidente do México, López Obrador diz que considera oferecer asilo político para Julian Assange

© Sputnik / Alex McNaughton / Abrir o banco de imagensJulian Assange se dirige aos jornalistas e manifestantes na Embaixada do Equador em Londres
Julian Assange se dirige aos jornalistas e manifestantes na Embaixada do Equador em Londres - Sputnik Brasil
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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta segunda-feira (4) que estuda a possibilidade de oferecer asilo político para Julian Assange.

No mesmo dia (4) em que a juíza do Tribunal de Londres, Vanessa Baraitser, negou a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aos EUA, o presidente do México decidiu se posicionar sobre o assunto. 

Em uma transmissão ao vivo em uma rede social, López Obrador disse que pedirá ao chanceler Marcelo Ebrard que verifique junto ao Reino Unido "a possibilidade de o senhor Assange ser libertado e de o México lhe oferecer asilo político". Por fim, Obrador afirmou que "saúda" a decisão britânica, a qual considerou "um triunfo da justiça."

​O povo é quem realmente comanda, governa e transforma. Conferência matinal.

Mais cedo, ainda nesta segunda-feira (4), o tribunal britânico alegou que Assange não pode ser extraditado devido aos riscos à vida e saúde dele. Para a justiça, Assange sofre de diversas doenças mentais, e pode ter uma recaída, inclusive com pensamentos suicidas. A decisão sobre sua liberação ocorrerá na quarta-feira (6), segundo a juíza britânica.

A prisão de Julian Assange

Julian Assange foi preso em Londres, em abril de 2019. Ele é acusado de violar a Lei de Espionagem dos EUA e enfrenta uma possível sentença de prisão de 175 anos. Por esta razão, diversas personalidades, em defesa da liberdade de imprensa e de expressão, estão se mobilizando em apoio ao jornalista australiano.

© AP Photo / Matt DunhamApoiantes de Julian Assange participam de um protesto em frente ao Tribunal Criminal Central de Londres
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Apoiantes de Julian Assange participam de um protesto em frente ao Tribunal Criminal Central de Londres

Quando tudo começou...

Era novembro de 2010 quando um grupo de jornalistas revelou mais de 250.000 documentos diplomáticos dos EUA, o que levou à instauração de processos legais contra Assange e Chelsea Manning. As publicações incluíam, entre outras revelações, um vídeo da morte de civis e jornalistas em Bagdá, no Iraque, durante um ataque aéreo dos EUA. O episódio deflagrou uma série de críticas aos Estados Unidos pelo uso indiscriminado de drones de ataque. 

Das 251.287 mensagens diplomáticas de novembro de 2010, nenhuma era considerada ultrassecreta, mas cerca de 15.000 tinham a classificação de secreta, sendo as restantes consideradas menos importantes.

​Posteriormente, o portal do WikiLeaks publicou documentos oficiais do governo norte-americano sobre quase todos os detentos da prisão de Guantánamo. Além disso, expôs mais de 160 empresas de vigilância em massa, revelando relatórios sobre as atividades da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, bem como o arquivo da plataforma de inteligência geopolítica Stratfor dos EUA.

Provavelmente o evento mais importante do WikiLeaks foi o vazamento de documentos comprometedores para o partido Democrata dos EUA na segunda metade de 2016, antes das eleições presidenciais no país norte-americano. O material indicava um favorecimento à candidata Hillary Clinton, em detrimento de Bernie Sanders, e que poderia ter contribuído para sua derrota final contra Donald Trump.

© AP Photo / Pablo Martinez MonsivaisBarack Obama e Hillary Clinton se abraçam durante comício da campanha presidencial da ex-secretária de Estado dos EUA, em 2016
Presidente do México, López Obrador diz que considera oferecer asilo político para Julian Assange - Sputnik Brasil
Barack Obama e Hillary Clinton se abraçam durante comício da campanha presidencial da ex-secretária de Estado dos EUA, em 2016

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