Washington pode colocar 117 empresas de aviação chinesas e russas na 'lista negra'

© Sputnik / Ramil SitdikovMotor turboalimentado russo-francês com mistura de fluxos PowerJet SaM146 (SM 146) apresentado na Exposição Internacional de Aviação e Espaço MAKS 2019 em Zhukovsky, região de Moscou
Motor turboalimentado russo-francês com mistura de fluxos PowerJet SaM146 (SM 146) apresentado na Exposição Internacional de Aviação e Espaço MAKS 2019 em Zhukovsky, região de Moscou - Sputnik Brasil
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Governo Trump está perto de declarar que 89 empresas chinesas não poderão comprar uma variedade de produtos e tecnologia dos EUA.

Segundo informações publicadas pela Reuters, o governo Trump quer punir 89 empresas de aviação chinesas e diversas outras companhias por supostas ligações com os militares chineses.

A "lista negra" dos EUA também faz referência a 28 entidades russas, incluindo a Irkut, cujo objetivo é o ingresso no mercado de Boeing com o desenvolvimento do jato MC-21.

© Foto / Assessoria de imprensa da corporação IrkutOleg Kononenko e Roman Taskaev, pilotos que testaram o novo avião russo MC-21 em 28 de maio de 2017, são vistos no aeródromo da Fábrica de Aviação de Irkutsk
Washington pode colocar 117 empresas de aviação chinesas e russas na 'lista negra' - Sputnik Brasil
Oleg Kononenko e Roman Taskaev, pilotos que testaram o novo avião russo MC-21 em 28 de maio de 2017, são vistos no aeródromo da Fábrica de Aviação de Irkutsk
A empresas incluídas na lista podem sofrer uma série de restrições para importar produtos dos EUA.

O Departamento de Comércio norte-americano disse que a capacidade de controlar o fluxo de tecnologia dos EUA para as empresas listadas era "vital para proteger os interesses de segurança nacional do país".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que a China "se opõe firmemente à supressão não provocada das empresas chinesas pelos Estados Unidos".

Firmas como Commercial Aircraft Corp of China Ltd (COMAC), Aviation Industry Corporation of China (AVIC) e outras foram adicionadas à lista que identifica as empresas chinesas e russas como "usuários com finalidade militar".

De acordo com o ex-funcionário do Departamento de Comércio, Kevin Wolf, a lista pode ser modificada antes de ser liberada pelo Registro Federal em meados de dezembro, quando o Colégio Eleitoral vota para um novo presidente.

© AP Photo / Michel EulerChefe executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, junto de um avião Boeing KC-46
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Chefe executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, junto de um avião Boeing KC-46
Porém, "apenas criar uma lista e preenchê-la é um ato provocativo" que pode desencadear retaliação de Pequim, disse um ex-funcionário não identificado dos EUA e citado pela Reuters.

Para ele, a listagem também pode ser um aceno aos concorrentes europeus isentos das restrições aos mercados dos EUA.

A notícia a respeito da lista acontece em um momento delicado para a indústria aeroespacial norte-americana. A Boeing busca a aprovação chinesa para seu 737 MAX, depois que ele foi aprovado pelos reguladores dos EUA na semana passada.

Em março de 2019, a China foi a primeira nação a suspender o jato após dois acidentes fatais. A Agência de Segurança da Aviação da UE (EASA) também permitiu que o avião voltasse a voar em meados de outubro, depois que os reguladores declararam que as mudanças necessárias haviam sido feitas.

A China foi o primeiro país a pousar a aeronave em março do ano passado, depois de dois acidentes mortais de avião, matando 346 pessoas.

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Estudantes reunidos na Universidade Amri Kabir, em Teerã, para prestar homenagem às vítimas do Boeing 737-800 ucraniano, em 11 de janeiro de 2020.

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