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Ex-ministro de Áñez procurado pela Justiça boliviana estaria no Brasil

© AP Photo / Juan KaritaEm La Paz, tomam posse, no governo da então presidente interina Jeanine Áñez, a ministra das Relações Exteriores, Karen Longaric (à esquerda), o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, (segundo da esquerda para a direita), o ministro de Governo, Arturo Murillo (terceiro da esquerda para a direita) e o ministro da Defesa, Luis Fernando López, em 13 de novembro de 2019.
Em La Paz, tomam posse, no governo da então presidente interina Jeanine Áñez, a ministra das Relações Exteriores, Karen Longaric (à esquerda), o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, (segundo da esquerda para a direita), o ministro de Governo, Arturo Murillo (terceiro da esquerda para a direita) e o ministro da Defesa, Luis Fernando López, em 13 de novembro de 2019. - Sputnik Brasil
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Nesta terça-feira (17), o comandante geral da polícia boliviana, Jhonny Aguilera, informou que os ex-ministros do Governo e da Defesa, Arturo Murillo e Luis Fernando López, respectivamente, deixaram a Bolívia.

Ambas as ex-autoridades têm mandados de prisão emitidos contra si no âmbito de investigações sobre compras superfaturadas de gás lacrimogêneo. Conforme publicou o site da rádio boliviana Fides, o comandante geral da polícia afirmou que os ex-ministros deixaram o país em 9 de novembro e que Murillo estaria no Panamá, enquanto López estaria no Brasil.

Aguilera afirmou ainda que foi possível estabelecer um cronograma que permitiu comprovar a saída de um voo oficial identificado como FAB-046, que partiu com quatro ocupantes do aeroporto de Trompillo, na região boliviana de Santa Cruz, com destino à população de Puerto Suárez e que posteriormente foi para Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

© AP Photo / Juan KaritaEm La Paz, a então presidente interina da Bolívia, Jeanina Áñez (centro), fala à imprensa ao lado do ministro de Governo, Arturo Murillo (à direita), e do ministro da Defesa, Luis Fernando López (à esquerda), em 28 de novembro de 2020.
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Em La Paz, a então presidente interina da Bolívia, Jeanina Áñez (centro), fala à imprensa ao lado do ministro de Governo, Arturo Murillo (à direita), e do ministro da Defesa, Luis Fernando López (à esquerda), em 28 de novembro de 2020.

Ainda segundo a declaração de Aguilera ao site da rádio Fides, a partir da chegada a Corumbá foram realizados "trâmites administrativos que permitiram às autoridades" deixarem a Bolívia. O comandante geral da polícia boliviana disse também ter "convicção" de que a imigração brasileira teria certificado a entrada de ambos os fugitivos no Brasil.

Aguilera apontou ainda que o ex-ministro Murillo viajou ao Panamá por meio da companhia aérea Copa Airlines ainda em 9 de novembro e que a investigação está levantando informações para acionar o Ministério Público, que pode tomar as providências cabíveis.

No final de 2019, o presidente da Bolívia, Evo Morales, renunciou ao cargo sob pressão de militares e policiais e em meio a ataques da oposição contra seus partidários. Em seu lugar, assumiu a presidente interina Jeanine Áñez, que se manteve no cargo durante um ano até a vitória eleitoral, em primeiro turno, do atual presidente, Luis Arce, que pertence ao mesmo partido que Morales.

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