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Calcanhar de Aquiles do coronavírus é descoberto, aponta estudo

© AP Photo / Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUAImagem de microscópio eletrônico disponibilizada e colorida pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano em Fort Detrick, estado de Maryland, EUA, mostra partículas do novo coronavírus SARS-CoV-2 em laranja, isoladas de um paciente
Imagem de microscópio eletrônico disponibilizada e colorida pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano em Fort Detrick, estado de Maryland, EUA, mostra partículas do novo coronavírus SARS-CoV-2 em laranja, isoladas de um paciente - Sputnik Brasil
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Uma equipe de cientistas da Escola Superior de Economia, na Rússia, afirma que tanto o SARS-CoV-2 como outros coronavírus possuem a capacidade de "atrair" um mecanismo pelo qual as células do hospedeiro impedem a replicação viral.

De acordo com o estudo publicado na PeerJ, as moléculas conhecidas como miRNA hsa-miR-21-3p podem ser o calcanhar de Aquiles da COVID-19, isso porque poderiam ser capazes de reprimir a replicação do coronavírus humano, inibindo o crescimento nos primeiros estágios da infecção e atrasando a imunidade ativa.

Ao analisar os sete tipos de coronavírus conhecidos que infectam os humanos, os autores do estudo comprovaram que seis deles, incluindo o responsável pela COVID-19, mostram locais de união mútuos para miRNA hsa-miR-21-3p e outro microRNA, chamado hsa-miR-421.

Para analisar o papel que desempenha após a entrada do coronavírus nas células, os cientistas decidiram analisar o processo de infecção nos pulmões de ratos de laboratório, comprovando que quando ocorre a infecção a produção de miRNA aumenta em oito vezes, indicando que o vírus "promove" a união destas moléculas ao seu próprio RNA, afetando sua multiplicação.

Agora, os cientistas pretendem analisar as possibilidades de um efeito medicinal sobre o vírus que é atraído aos miRNA descobertos.

Os especialistas pretendem analisar se a introdução ou eliminação artificial deste mecanismo pode prevenir a reprodução do vírus.

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