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Proteínas humanas poderiam provocar mutações no coronavírus, sugerem cientistas

© Sputnik / Vitaly Timkiv / Abrir o banco de imagensTeste de amostra de vírus (imagem referencial)
Teste de amostra de vírus (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Após analisar mais de 15 mil genomas do vírus, especialistas descobriram mais de seis mil mutações nas quatro bases que compõe o código genético do microrganismo.

Pesquisadores das Universidades de Bath e Edimburgo, Reino Unido, descobriram que algumas mutações do SARS-CoV-2, o vírus que causa a doença COVID-19, parecem ser ocasionadas pelas proteínas humanas, que o destroem.

Segundo o estudo, publicado pela revista científica Molecular Biology and Evolution, a seleção natural do novo coronavírus o permite se recuperar ante tais degradações, algumas delas causadas por uma família de proteínas humanas chamada APOBEC, conhecida por afetar o código genético dos vírus que infectam as células humanas.

© REUTERS / Saul LoebUm modelo do SARS-CoV-2 exibido ao Subcomitê de Apropriações do Senado dos EUA
Proteínas humanas poderiam provocar mutações no coronavírus, sugerem cientistas - Sputnik Brasil
Um modelo do SARS-CoV-2 exibido ao Subcomitê de Apropriações do Senado dos EUA

Após analisar mais de 15 mil genomas do SARS-CoV-2, pesquisadores encontraram mais de seis mutações nas quatro bases que compõe o código genético do microrganismo: guanina (G), adenina (A), citosina (C) e uracilo (U).

Deste modo, determinaram que o vírus tinha uma alta taxa de mutações que geram resíduos U.

"Examinei os perfis das mutações de muitos organismos e todos mostram alguma forma de se enviesar, mas não vi uma tão forte e peculiar como esta", salientou em um comunicado o pesquisador principal do estudo, Laurence Hurst.

'Muito frágeis para se propagarem'

Portanto, algumas versões do coronavírus estão sobrevivendo melhor que outras nas células humanas, pois aquelas que possuem um excesso de U não seriam suficientemente fortes para se reproduzirem.

"Estimamos que para cada dez mutações que observamos, há outras seis que nunca vemos porque os vírus mutantes são muito frágeis para se propagarem", explica Hurst.

As descobertas sugerem que o corpo humano está atacando o vírus de maneira degradante. Esse conhecimento será valioso para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra a COVID-19.

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