Novo videogame russo ajudará a treinar capacidades cognitivas

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Cientistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) criaram um jogo de computador inédito que permite avaliar a velocidade de tomada de decisões e a capacidade de prognosticar a situação pelo jogador. O novo jogo pode ajudar a treinar estas capacidades, informa o serviço de imprensa da Universidade.

Os métodos atuais de pesquisa das capacidades cognitivas preveem não somente a medição das destrezas de cálculo aritmético e pensamento lógico. Um sistema criado pela UEPPM permite avaliar a qualidade dos prognósticos e decisões tomadas em condições em rápida mudança.

No espaço virtual criado pelos cientistas, o jogador enfrenta muitos adversários. O comportamento dos últimos é definido por um algoritmo matemático complexo. O objetivo do jogador é "eliminar" todos os adversários no campo limitado do jogo.

"Usamos a teoria de processos aleatórios de Markov e os métodos de otimização não linear para criar procedimentos que permitem não só registrar se a pessoa examinada toma decisões corretas, mas também avaliar seu comportamento", explica o chefe do Laboratório da Psicologia Quantitativa do Centro de Tecnologias de Informação para Pesquisas Psicológicas do Departamento de Tecnologias de Informação da UEPPM, Pavel Dumin.

Ele observa que a inteligência artificial adapta o processo do jogo a cada examinado, observando sua estratégia e gerando situações de uma complexidade que permita avaliar o nível real de desenvolvimento das suas capacidades.

Os autores observam que o jogo constitui de fato tanto um meio de teste como de treino de capacidades imprescindíveis a operadores de sistemas automáticos complexos, tais como robôs de desminagem ou drones de monitoramento aéreo.

"O nível de complexidade na elaboração de tais meios de diagnóstico psicológico representa a acumulação de uma grande quantidade de dados empíricos necessários para o ajuste dos procedimentos adaptativos. Por enquanto compensamos com otimização matemática a falta de dados para testar pessoas pertencentes a grupos representativos", explica Pavel Dumin.

Agora, os pesquisadores preparam-se para introduzir o sistema na prática educativa e elaborar, com base na inteligência artificial, elementos de programação que aumentem a sobrevivência de sistemas automáticos em situações de emergência.

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