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Efeito COVID-19: FMI projeta queda de 5,3% da economia brasileira em 2020

© AP Photo / Itsuo InouyeO Fundo Monetário Internacional (FMI)
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Os efeitos da pandemia de COVID-19 devem provocar uma queda de 5,3% da economia brasileira neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) foi publicada nesta terça-feira pelo FMI no relatório World Economic Outlook (Perspectiva Econômica Mundial).

O relatório da organização em janeiro, antes dos efeitos da pandemia na economia brasileira, previa que a economia brasileira cresceria 2,2% neste ano.

Para 2021, a previsão é de recuperação, com crescimento do PIB em 2,9%. A estimativa anterior para o próximo ano era de 2,3%.

A previsão não é boa para América Latina e Caribe como um todo, com queda de 5,2% da economia, em 2020, e crescimento de 3,4%, em 2021.

"Entre os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento, todos os países enfrentam uma crise de saúde, um severo choque de demanda externa, um aperto dramático nas condições financeiras globais e uma queda nos preços das commodities, que terão forte impacto na atividade econômica dos exportadores", diz o relatório.

A economia mundial deve cair 3% em 2020 e crescer 5,8% no próximo ano. Em janeiro, o FMI previa que, este ano, a economia mundial cresceria 3,3%.

As economias avançadas, como os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão, entre outros, devem sofrer uma queda de 6,1% no PIB em 2020 e crescer 4,5% em 2021.

"As medidas necessárias para reduzir o contágio e proteger vidas afetarão a curto prazo a atividade econômica, mas também devem ser vistas como um investimento importante na saúde humana e econômica a longo prazo. A prioridade imediata é conter as consequências do surto de COVID-19, especialmente aumentando as despesas com saúde para fortalecer a capacidade e os recursos do setor, adotando medidas que reduzam o contágio", alertou o FMI.
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