Tecnologia permite transformar petróleo em diamantes

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Diamantes extraídos na república de Yakútia, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Um grupo de pesquisadores encontrou uma maneira de criar pequenos diamantes de forma rápida e fácil com pouco calor e sem qualquer catalizador.

A tecnologia consiste em extrair carbono com certas propriedades cristalinas do petróleo ou gás natural, e logo pressioná-lo entre diamantes já disponíveis e aquecê-lo com um laser, segundo estudo publicado pela Science Advances.

De acordo com o mineralogista Rodney Ewing, da Universidade de Stanford, EUA, até certo ponto foi possível "enganar a termodinâmica do que geralmente é preciso para a formação dos diamantes".

No entanto, as pedras resultantes são muito pequenas, podendo ser comparadas com um fio de cabelo humano e seu uso pode ser muito limitado.

© AP Photo / Esteban FelixDevotos tomam banho de petróleo durante celebrações em homenagem a São Domingos de Gusmão, padroeiro da Manágua (foto de arquivo)
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Devotos tomam banho de petróleo durante celebrações em homenagem a São Domingos de Gusmão, padroeiro da Manágua (foto de arquivo)

A tecnologia de síntese de diamantes artificiais, que existe há mais de seis décadas, requere muita energia e tempo, ou é adicionado um catalisador para não esperar tanto tempo, diminuindo o volume do material resultante.

"Simplesmente gostaríamos de ver um sistema limpo, onde apenas uma substância se transforma em diamante puro, sem catalisador", explicou a geóloga e autora principal do estudo, Sulgiye Park.

A substância inicial foi obtida do petróleo fóssil por refinação e era um pó de carbono estruturado à semelhança dos diamantes. Esse material possuiu uma rede cristalina dividida em pequenas unidades compostas de um, dois ou três nós moleculares. Porém, ao contrário dos diamantes reais, feitos de carbono puro, os diamantoides também possuem átomos de hidrogênio.

Os pesquisadores comprimiram uma amostra desse pó entre grandes diamantes e elevaram a pressão gradualmente até os 204 quilos por centímetro quadrado, em temperaturas que variavam entre 927 °C e 1.927 °C.

Com uma pressão mais baixa, o produto dominante na saída passou a ser o grafite, porém conforme a pressão era elevada, múltiplos cristais de diamantes substituíram esse material leve. A transformação da amostra sob maior pressão era completa, sem contaminantes.

A dimensão máxima desses cristais singulares foi registrada em torno de 1,1 micrômetro, enquanto outros tinham apenas 54 nanômetros de largura.

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