Cientistas de 9 países condenam rumores de coronavírus como arma biológica

© AP Photo / Mark SchiefelbeinViajantes com máscaras na estação de trem de Pequim
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Um grupo de cientistas de nove países emitiu uma declaração conjunta em que censuram o que dizem circular teorias de conspiração de que o surto de SARS-CoV-2 tem origem artificial.

Um grupo de cientistas de nove países emitiu uma declaração condenando os rumores de que a nova estirpe de coronavírus detectada na China é de origem artificial.

"Estamos unidos na condenação veemente das teorias conspiratórias de que COVID-19 não tem origem natural", diz a declaração, publicada na revista médica Lancet.

O comunicado observa que "cientistas de numerosos países publicaram e analisaram os genomas do agente causador [da doença], o coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), e a maioria concluiu que é um coronavírus de origem selvagem, como muitos outros agentes patogénicos emergentes".

"As teorias da conspiração nada mais fazem do que criar medo, rumores e preconceitos que põem em perigo nossa colaboração global na luta contra este vírus", sublinha o texto.

A carta expressa solidariedade com os cientistas e médicos chineses, que "continuam salvando vidas e protegendo a saúde global face ao desafio colocado pelo surto de COVID-19".

© AP Photo / Ahn Young-joonPara deter propagação do coronavírus, homem aplica desinfetante em mercado na China
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A declaração foi assinada por 27 cientistas da Austrália, China, Alemanha, Itália, Malásia, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e EUA.

História do coronavírus

No final de 2019, a China relatou um surto de pneumonia causado por uma nova estirpe de coronavírus que teve seu epicentro na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei.

O vírus se chamava 2019-nCoV, entretanto renomeado para SARS-CoV-2, e a doença que causa, COVID-19. Até agora, foram notificados por causa do vírus mais de 75.700 casos e 2.129 mortes em 30 países.

A maioria dos casos confirmados (75.761) e das mortes (2.118) ocorreram na China continental, e outras 16.342 pessoas tiveram alta médica no país.

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